Recursos Humanos e DP

A redução de custos com ponto se tornou uma realidade para as empresas que buscam eficiência sem abrir mão da organização. 

Os sistemas digitais oferecem um ganho significativo no controle das jornadas de trabalho, assim como, eliminam falhas comuns dos métodos manuais, transformando o dia a dia da equipe e reduzindo gastos desnecessários.

Com esses registros mais confiáveis, os gestores entendem melhor como o tempo da equipe está sendo utilizado. Assim, é possível ajustar as rotinas, evitar retrabalhos e melhorar a gestão das equipes.

Ao longo deste artigo, você verá exatamente como o ponto eletrônico contribui para diminuir gastos. traremos os motivos claros mostrando por que a tecnologia se tornou indispensável para negócios que buscam eficiência.

Diminuição de horas extras 

A redução de custos com ponto eletrônico se torna evidente quando analisamos o impacto nas horas extras.

Muitas empresas acabam pagando valores desnecessários porque não conseguem acompanhar o horário da equipe em tempo real. Com um sistema digital, esse controle se torna automático e confiável.

Em vez de descobrir excessos somente no fechamento da folha, o gestor acompanha tudo no dia a dia. Assim, surge a chance de reorganizar tarefas, remanejar demandas e evitar prolongamentos que poderiam pesar na folha de pagamento ou até mesmo solicitar esclarecimentos a respeito da jornada excessiva. 

Além disso, os colaboradores passam a ter uma visão clara da própria jornada, o que diminui equívocos. Isso acontece pois, tal como os gestores, os colaboradores também conseguem acompanhar seus registros sem autorização prévia.

O ponto eletrônico também permite gerar relatórios detalhados sobre tendências no registro. Com essas informações, a empresa pode antecipar os problemas antes que eles se tornem gastos fixos.

Redução de custos administrativos e com papel 

Eliminar papéis, pastas e processos manuais traz um alívio imediato para o orçamento. A empresa deixa de gastar com impressões, armazenamento físico e tempo gasto em conferências manuais, destinando todo esse recurso para outros fins.

Também é importante citar que o acesso digital aos registros agiliza consultas e possíveis auditorias. Pois, em vez de buscar documentos em arquivos físicos, o sistema organiza tudo automaticamente, facilitando a rotina dos setores que dependem de informações rápidas.

Com todos os dados centralizados, o risco de perda de informações, extravio ou erro diminui drasticamente e, ao mesmo tempo, traz agilidade e economia, enquanto mantém conformidade com as exigências legais.

Prevenção de fraudes e erros 

O ponto eletrônico reduz significativamente as chances de fraudes tendo em vista que possui recursos como reconhecimento facial, geolocalização, QR Code dentre outros que impedem que terceiros registrem o ponto no lugar do colaborador, garantindo autenticidade e segurança.

Erros de digitação também se tornam raros, já que o sistema realiza as marcações automaticamente. Dessa forma, pagamentos indevidos e ajustes constantes deixam de ocorrer. Ter essa precisão traz benefícios diretos para o setor financeiro da empresa.

É necessário ressaltar que, com esse tipo de ponto, o gestor consegue identificar comportamentos incomuns ou inconsistências rapidamente, antes que se tornem despesas maiores e assim manter a operação organizada.

Além disso, como o histórico fica registrado e protegido, qualquer dúvida pode ser esclarecida de forma imediata, anulando a possibilidade de conflitos por incoerência nos registros e agiliza a tomada de decisões internas.

Otimização da gestão de pessoas 

Quando a liderança possui dados confiáveis sobre a jornada é possível entender melhor como cada membro da equipe utiliza seu tempo. Essa informação contribui para o processo de distribuição das tarefas, reduzindo a sobrecarga em áreas específicas, tornando o ambiente mais equilibrado.

A autonomia que os colaboradores ganham ao acompanhar suas marcações também deve ser levada em consideração, pois isso diminui dúvidas e melhora o diálogo, já que todos têm acesso às mesmas informações, sem a necessidade de solicitar ao RH quando desejar o acesso.

Assim como é possível realizar ajustes nas escalas a partir da análise de relatórios que ajudam a identificar gargalos, horários de pico e esforço desproporcional, tudo isso sem aumentar custos.

Redução do turnover 

Quando o colaborador percebe respeito e ética nos processos da empresa, o ambiente de trabalho se torna mais positivo, por isso, controlar a jornada corretamente influencia diretamente a satisfação da equipe . Essa satisfação ajuda a reter talentos e reduz o número de desligamentos. 

A organização da escala também diminui estresse e cansaço.Ter jornadas equilibradas evitam sobrecarga e entregam maior qualidade de vida para o time. Consequentemente, a empresa reduz gastos com novas contratações. 

Da mesma forma, o RH identifica os setores que precisam de reforço ou ajustes antes que a equipe entre em exaustão. Quando se tem essa visão é antecipada a gestão evita demissões por esgotamento e fortalece o engajamento dos colaboradores. 

Com menos rotatividade, a empresa economiza em processos seletivos, treinamentos e integração, tornando a equipe ainda mais consistente.

Menor risco de processos trabalhistas 

Um dos maiores benefícios do ponto eletrônico é a segurança jurídica, já que os registros corretos evitam dúvidas sobre horas extras, atrasos ou compensações. Consequentemente, reduz a chance de processos trabalhistas e protege a empresa de custos inesperados.

Quando o colaborador tem acesso ao seu histórico, entende melhor suas marcações e evita questionamentos desnecessários. Com essa transparência, o RH diminui possíveis conflitos internos e fortalece a relação entre a empresa e a equipe.

Em paralelo, em situações que exigem comprovação, o sistema oferece relatórios confiáveis que facilitam a defesa da empresa. 

Como consequência disso, a empresa também ganha mais controle sobre o cumprimento das normas trabalhistas. Pois ela terá dados organizados e acessíveis e o RH conseguirá identificar irregularidades a tempo de corrigi-las, evitando penalidades e garantindo conformidade com a legislação.

A redução de custos com ponto eletrônico acontece porque o sistema organiza, agiliza e fortalece todos os processos ligados à gestão de jornada. 

É por isso que investir em um ponto eletrônico moderno se tornou um passo estratégico. Ele reduz custos agora e constrói uma base sólida para que a empresa cresça com mais eficiência.

Quer ver na prática como o controle de ponto pode transformar sua gestão? Experimente o Ponto Icarus gratuitamente e comprove a diferença.

Quantas vezes você já tentou motivar o seu time, mas não sabia exatamente como inspirar cada colaborador? Você já parou para pensar no poder que as frases RH têm dentro de uma empresa?

Em meio a metas, prazos e desafios diários, uma simples mensagem pode inspirar, unir e até mesmo reacender a motivação da equipe. 

As frases de RH são excelentes ferramentas para reforçar valores, promover reflexões e estimular atitudes positivas dentro da empresa.

Neste artigo, reunimos uma seleção de frases inspiradoras, divididas por temas que refletem os principais pilares da gestão de pessoas: liderança, desenvolvimento, trabalho em equipe e excelência.

Cada uma delas pode ser usada em murais, reuniões, campanhas internas ou até mesmo nas redes sociais corporativas. Portanto, confira as melhores citações para aplicá-las no seu dia a dia de gestão!

Frases sobre liderança e pessoas

  1. Liderar é inspirar, não impor.
  2. O exemplo é a linguagem mais poderosa de um líder.
  3. Pessoas seguem causas, não cargos.
  4. Um bom líder constrói pontes, não muros.
  5. Liderança é servir, não dominar.
  6. O verdadeiro líder ensina com atitudes.
  7. Inspirar é a forma mais nobre de comandar.
  8. A liderança começa dentro de si.
  9. Um líder transforma potencial em resultado.
  10. Quem lidera com empatia, conquista com propósito.
  11. Liderar é acreditar nas pessoas antes que elas mesmas acreditem.
  12. Grandes líderes fazem grandes perguntas.
  13. Um líder sábio ouve mais do que fala.
  14. A liderança é o reflexo do caráter.
  15. O líder de hoje cria líderes para o amanhã.
  16. Um time só cresce com líderes que apoiam.
  17. Liderar é reconhecer o valor de cada pessoa.
  18. O respeito é a base de toda liderança sólida.
  19. O poder do líder está em desenvolver outros.
  20. Grandes líderes inspiram confiança, não medo.
  21. O bom líder compartilha o sucesso e assume os erros.
  22. Liderar é inspirar coragem em tempos de incerteza.
  23. Quem motiva, transforma.
  24. O líder é o espelho da cultura da empresa.
  25. Liderar é ter visão e sensibilidade na mesma medida.
  26. Pessoas motivadas são o maior legado de um líder.
  27. A liderança é a arte de conduzir corações.
  28. O líder não busca destaque, busca resultados coletivos.
  29. Liderar é acreditar na força do grupo.
  30. Um líder presente inspira equipes ausentes de medo.

Frases sobre carreira e desenvolvimento

  1. Sua carreira é a soma das decisões que toma todos os dias.
  2. Crescer exige coragem para sair da zona de conforto.
  3. Quem busca evolução, nunca fica parado.
  4. O desenvolvimento começa quando o medo termina.
  5. A cada desafio, um novo aprendizado.
  6. Invista em si: o retorno é garantido.
  7. A mudança começa com a vontade de aprender.
  8. O conhecimento é o combustível da sua carreira.
  9. A evolução profissional é reflexo de dedicação pessoal.
  10. O sucesso nasce do hábito de tentar mais uma vez.
  11. Aprender é reinventar-se constantemente.
  12. A curiosidade é o primeiro passo para o desenvolvimento.
  13. O futuro pertence aos que se atualizam.
  14. Cada erro é um professor disfarçado.
  15. Carreira sólida se constrói com paciência e propósito.
  16. Evoluir é aceitar o novo com mente aberta.
  17. O aprendizado é um investimento que nunca perde valor.
  18. Sua trajetória profissional avança na mesma medida do seu comprometimento.
  19. Todo grande profissional já foi aprendiz um dia.
  20. Desenvolver-se é progredir de dentro para fora.
  21. A disciplina é a chave do sucesso.
  22. Não espere reconhecimento, construa resultados.
  23. O sucesso não é sorte, é preparo.
  24. Seu potencial é infinito quando você acredita em si.
  25. Reconhecimento é consequência de constância.
  26. Todo avanço começa com uma atitude.
  27. A evolução é feita de pequenos passos consistentes.
  28. A vontade de aprender move o mundo.
  29. O melhor investimento é na sua própria mente.
  30. O sucesso profissional vem para quem pratica, não apenas sonha.

Frases sobre trabalho em equipe 

  1. Nenhum de nós é tão bom quanto todos nós juntos.
  2. Sozinhos somos fortes, mas juntos somos imbatíveis.
  3. Um time unido vence qualquer desafio.
  4. A colaboração é o segredo do sucesso coletivo.
  5. Trabalhar em equipe é multiplicar talentos.
  6. O espírito de comunidade transforma esforços em resultados.
  7. A união faz mais do que a força: faz conquistas.
  8. Uma boa equipe é formada por pessoas que confiam umas nas outras.
  9. Juntos, fazemos o impossível parecer simples.
  10. O trabalho em grupo é a ponte entre metas e realizações.
  11. Quando o time ganha, todos ganham.
  12. O talento vence jogos, mas o trabalho em equipe vence campeonatos.
  13. Um time unido fala a mesma língua: a da colaboração.
  14. A harmonia de um grupo é o ritmo do sucesso.
  15. Trabalhar em equipe é somar ideias e dividir vitórias.
  16. Confiança é o pilar de toda grande equipe.
  17. A empatia fortalece a colaboração.
  18. O sucesso é mais doce quando é compartilhado.
  19. Em equipe, as fraquezas viram aprendizado e as forças se multiplicam.
  20. A cooperação é a alma de um time vencedor.

Frases sobre excelência e hábito

  1. Excelência é um hábito, não um evento.
  2. Fazer bem feito é uma forma de respeito por si mesmo.
  3. A qualidade começa na atitude.
  4. O compromisso com o detalhe gera resultados grandiosos.
  5. Excelência é fazer o melhor, mesmo quando ninguém vê.
  6. A constância é o caminho da maestria.
  7. Sucesso é disciplina aplicada todos os dias.
  8. A excelência está em nunca se contentar com o “bom o bastante”.
  9. O hábito de melhorar é o que diferencia os melhores.
  10. Pequenas melhorias diárias constroem grandes resultados.
  11. Quem busca excelência não compete, inspira.
  12. Fazer o certo sempre é o primeiro passo para o sucesso.
  13. A excelência não é um destino, é uma jornada.
  14. A dedicação transforma o ordinário em extraordinário.
  15. A diferença entre o comum e o excepcional é o esforço extra.
  16. Excelência é fazer simples, mas com perfeição.
  17. A disciplina é o combustível do alto desempenho.
  18. Hábito e constância superam talento e sorte.
  19. A excelência começa na mente e termina na execução.
  20. Ser excelente é ter orgulho do que se entrega.

As frases de RH são ferramentas simples, mas com um impacto enorme no clima organizacional. Quando usadas de forma estratégica, elas têm o poder de inspirar, engajar e fortalecer a cultura da empresa. 

O uso correto de ferramentas como essa funcionam como incentivo para líderes, profissionais e equipes que buscam crescer juntos. Afinal, motivar pessoas é o primeiro passo para alcançar bons resultados.

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As férias representam um dos direitos mais importantes do trabalhador, pois garantem descanso após um período de trabalho contínuo.

Além do benefício emocional e físico, o momento de pausa também envolve uma série de regras e obrigações legais para as empresas.

Por isso, compreender como funciona o pagamento de férias é essencial tanto para o empregador quanto para o colaborador.

Ao longo dos anos, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) trouxe definições claras sobre prazos, cálculos e condições relacionadas às férias.

No entanto, muitas dúvidas ainda surgem, especialmente sobre quando pagar as férias e o que deve estar incluso nesse pagamento.

Neste artigo, você vai entender em detalhes como funciona o pagamento de férias, o que a legislação prevê e quais são as consequências caso o prazo não seja cumprido.

Pagamento de férias CLT: como funciona?

O pagamento das férias é um direito garantido pela CLT a todo trabalhador que completa 12 meses de trabalho na empresa.

Após esse período, o colaborador adquire o direito a 30 dias de descanso, que pode usufruir de forma integral ou fracionada.

Durante o período de férias, o funcionário recebe sua remuneração normal acrescida de um terço, conhecido como adicional de férias.

O empregador deve se organizar para que o pagamento seja feito de forma correta e dentro do prazo legal.

Além disso, é importante considerar eventuais adicionais, como horas extras habituais ou comissões, que a empresa deve incorporar à média do valor pago. Dessa forma, o cálculo reflete a remuneração real do trabalhador.

Assim, o RH consegue planejar os períodos de descanso de forma estratégica, mantendo a conformidade com a lei e a satisfação dos colaboradores.

O que diz a legislação?

A legislação trabalhista, especialmente os artigos 129 a 153 da CLT, regulamenta todos os aspectos das férias.

Ela determina que o trabalhador tem direito a 30 dias de descanso remunerado após 12 meses de trabalho, podendo optar por férias fracionadas, dividido em até três partes, desde que uma delas tenha, no mínimo, 14 dias corridos.

A lei também define que o empregador deve comunicar o funcionário sobre o início das férias com pelo menos 30 dias de antecedência. 

O objetivo dessa comunicação é garantir que o colaborador possa se programar e organizar seus compromissos pessoais. Além disso, o pagamento das férias deve ocorrer até dois dias antes do início do descanso, conforme o artigo 145 da CLT.

Por isso, entender o que a lei estabelece permite que a empresa atue com segurança jurídica e mantenha uma boa relação com seus empregados.

Como é feito o cálculo para pagamento de férias?

O cálculo das férias leva em conta o salário mensal do trabalhador, acrescido de um terço constitucional.

Por exemplo, se o funcionário recebe R$ 3.000, ele terá direito a esse valor mais R$ 1.000 de adicional, totalizando R$ 4.000. 

Quando o empregado recebe comissões, horas extras, gratificações ou adicionais habituais, o cálculo das férias deve considerar a média dos valores recebidos nos 12 meses anteriores ao início do período de férias.

A empresa soma essa média à remuneração fixa e aplica o adicional de 1/3 constitucional sobre o total.

Nos casos de férias proporcionais, ou seja, quando o trabalhador ainda não completou 12 meses, o cálculo deve considerar a fração do período trabalhado.

Assim, o valor é proporcional aos meses de serviço, garantindo que o pagamento seja justo e conforme o tempo de vínculo empregatício.

Por fim, é importante destacar que a empresa também precisa considerar os descontos legais, como INSS e IRRF (quando aplicáveis). Dessa forma, o trabalhador recebe o valor líquido correto e o empregador cumpre suas obrigações fiscais.

Quando pagar as férias?

Quando o pagamento das férias deve ser feito

De acordo com o artigo 145 da CLT, o pagamento das férias deve ocorrer até dois dias antes do início do descanso do colaborador.

O não cumprimento desse prazo pode causar prejuízos ao colaborador, além de configurar uma infração trabalhista. Por isso, as empresas devem adotar um controle rigoroso sobre o calendário de férias e realizar os cálculos com antecedência.

O que deve ser pago

Durante o pagamento das férias, o trabalhador deve receber o salário correspondente ao mês de descanso mais o adicional de um terço constitucional.

Além disso, é preciso incluir valores variáveis, como comissões, gratificações e médias de horas extras. Esses elementos compõem a remuneração total que serve de base para o cálculo.

Nos casos em que o colaborador recebe adicional noturno ou insalubridade, a empresa também precisa considerar esses valores. O objetivo é garantir que o valor pago represente a média real dos ganhos do trabalhador.

O que acontece se o pagamento não for feito no prazo

Quando o pagamento das férias atrasa em relação ao prazo legal, a CLT determina que o empregador pague o valor em dobro.

Isso significa que o colaborador receberá duas vezes o valor das férias, incluindo o terço constitucional. Essa penalidade visa desestimular atrasos e garantir o cumprimento do direito trabalhista.

Ademais, o atraso pode gerar multas administrativas aplicadas pela fiscalização do trabalho. Caso o colaborador decida entrar com uma ação judicial, a empresa também pode ser condenada a pagar correções monetárias e honorários advocatícios.

Por esse motivo, é fundamental que o setor de Recursos Humanos mantenha um cronograma de pagamentos atualizado e siga as exigências legais à risca.

O pagamento de férias reflete o compromisso da empresa com os direitos de seus colaboradores. Com a legislação da CLT como guia, o empregador pode organizar o calendário de férias de forma eficiente e transparente. 

Portanto, entender e aplicar corretamente todas as regras sobre o pagamento de férias é essencial para fortalecer a relação trabalhista e garantir uma gestão responsável e segura.

Se você deseja ficar por dentro das obrigações legais ligadas à gestão de pessoas, assine nossa newsletter gratuitamente.

Quando pensamos em segurança dentro das empresas, muitas vezes nos lembramos apenas de equipamentos de proteção e treinamentos. No entanto, manter um contato de emergência para funcionário atualizado também faz parte desse cuidado.

Essa é uma prática simples, mas mostra a preocupação do RH e da gestão com o bem-estar dos colaboradores.

Ter esse registro organizado garante mais agilidade em situações críticas, além de transmitir confiança ao time. Afinal, ninguém gosta de imaginar acidentes, mas estar preparado para eles é um sinal de profissionalismo. 

Portanto, neste artigo você vai entender a importância de manter contatos de emergência atualizados, ver exemplos práticos de como eles podem impactar diretamente o bem-estar dos funcionários e conferir um checklist com os principais itens que não podem faltar no registro.

Você tem um controle de contato de emergência do seu time?

Ter um controle de contato de emergência para funcionário não é apenas uma obrigação burocrática, mas um gesto de cuidado com o seu time.

Quando a empresa se antecipa e organiza esses dados, mostra aos colaboradores que a segurança vem em primeiro lugar. Além disso, o contato atualizado facilita a vida dos gestores e do RH em momentos de tensão.

O mais interessante é que o controle pode ser feito de forma prática, como em planilhas, fichas atualizadas ou sistemas de gestão de RH.

O importante é garantir que as informações estejam acessíveis e revisadas regularmente. Assim, o processo se mantém funcional e confiável.

Dica 1: Atualize regularmente

Um erro comum é coletar os contatos apenas no momento da admissão e nunca mais revisá-los.

Com o tempo, os telefones mudam e os dados ficam desatualizados. Por isso, defina uma rotina de atualização, como uma vez ao ano ou em datas específicas.

Essa prática simples garante que, quando houver necessidade, a empresa não perca tempo procurando informações.

Vale lembrar que esse cuidado também evita constrangimentos. Afinal, ninguém gostaria de tentar contato em uma emergência e não conseguir falar com ninguém da família.

Dica 2: Mantenha a confidencialidade

Outro ponto fundamental é tratar esses dados com sigilo absoluto. O contato de emergência deve estar acessível apenas para quem realmente precisa usá-lo, como gestores, RH ou equipes de segurança.

Quando há clareza sobre esse cuidado, os colaboradores se sentem mais à vontade para fornecer as informações, entendendo que a finalidade é exclusivamente garantir suporte em situações inesperadas. 

Portanto, além de coletar os contatos, invista em políticas de proteção de dados. O cuidado com a privacidade mostra maturidade organizacional e respeito pelas pessoas. 

Dica 3: Integre ao processo de admissão

Uma boa forma de garantir que ninguém fique de fora é inserir o registro de contato de emergência para funcionário no processo de admissão.

Assim, desde o primeiro dia, a empresa já assegura que o colaborador terá suporte em casos de necessidade.

Essa medida também facilita a padronização dos registros. Ao integrar o preenchimento junto com os demais documentos, o RH cria um fluxo simples e eficiente.

Por que ter um contato de emergência: situações essenciais

Garantir um contato de emergência para funcionário pode parecer algo que nunca será usado, mas a realidade mostra o contrário.

Situações inesperadas acontecem em qualquer ambiente de trabalho, seja um acidente, um mal-estar ou até eventos externos.

Além disso, a presença de contatos de confiança ajuda a empresa a agir de forma humanizada.

Outro ponto importante é a eficiência no atendimento. Quanto mais rápido a família é informada, mais fácil se torna o encaminhamento das medidas necessárias. 

A rapidez pode evitar agravamentos e até salvar vidas dependendo da situação em questão. Para entender melhor, confira alguns exemplos de situações.

Exemplo positivo

Imagine um funcionário que sofre uma queda durante o expediente e precisa de atendimento imediato.

Logo, a empresa aciona rapidamente o contato de emergência e consegue levar o colaborador ao hospital com acompanhamento da família.

Consequentemente, essa atitude acalma todos os envolvidos e agiliza a tratativa e o processo de recuperação do colaborador.

Nesse caso, a organização demonstrou preparo e cuidado, transmitindo confiança ao restante do time.

O simples fato de agir de forma rápida e eficiente fortalece a imagem da empresa, gerando impacto positivo não apenas no colaborador atendido, mas em todo o ambiente corporativo.

Além disso, a experiência mostra o quanto a prevenção e a organização são essenciais. O RH, ao manter os registros em dia, evita improvisos e proporciona mais segurança ao time. 

Exemplo negativo

Agora, pense no cenário oposto: um colaborador passa mal, mas a empresa não possui nenhum contato atualizado.

Em meio a essa situação, o RH tenta ligar para números antigos e não consegue falar com ninguém. O resultado é um momento de tensão, falta de apoio familiar e aumento do estresse para todos.

Nessa situação, o colaborador se sente desamparado, e os colegas passam a enxergar a empresa como despreparada.

Portanto, não se trata apenas de cumprir uma formalidade. O registro de contatos de emergência é um recurso estratégico para evitar desgastes e transmitir confiança. 

Checklist prático: o que deve constar no registro de contatos de emergência

Organizar um checklist de contatos de emergência para funcionários ajuda a evitar falhas e garante que todas as informações relevantes estejam disponíveis.

O primeiro passo é solicitar dados básicos, como nome completo, grau de parentesco e telefone principal. Apenas com esses itens já é possível ter uma comunicação inicial eficiente.

Além disso, é importante incluir um segundo número de contato. Muitas vezes, o primeiro telefone pode não estar disponível no momento da emergência. 

Outro ponto a considerar é o canal de comunicação preferencial. Algumas pessoas atendem mais facilmente o celular, enquanto outras preferem fixo ou até mensagens por aplicativos. 

Portanto, veja um checklist prático do que pedir:

  • Nome completo do contato;
  • Grau de parentesco ou relação com o funcionário;
  • Telefone principal para contato imediato;
  • Telefone alternativo;
  • Canal de comunicação preferencial (celular, whatsapp…).

Como o controle de contato fortalece políticas de SST

O controle de contato de emergência para funcionário não se limita apenas ao RH. Ele também se conecta diretamente às políticas de Saúde e Segurança do Trabalho (SST)

Quando bem estruturado, esse recurso apoia os protocolos de atendimento e fortalece a cultura de prevenção.

Além disso, o registro atualizado facilita a atuação das equipes responsáveis por acidentes de trabalho. Ao saber quem acionar, os gestores conseguem coordenar as ações de forma integrada e eficiente.

Outro aspecto relevante é a percepção do colaborador quando a empresa integra o contato de emergência às políticas de SST, Assim, ela reforça a mensagem de que cada vida importa. 

Manter um contato de emergência para funcionário trata-se de um cuidado essencial que reflete diretamente na segurança, na confiança e na credibilidade da empresa.

Com um simples registro, o RH mostra preparo para agir em momentos críticos, além de valorizar cada colaborador. 

Portanto, invista em um checklist eficiente, mantenha os dados atualizados e integre essa prática às políticas de SST.

Dessa forma, sua empresa estará sempre pronta para agir de maneira rápida, segura e empática em qualquer situação.

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O calendário de feriados é sempre aguardado com expectativa por trabalhadores e empresas.

Em 2026, as datas comemorativas nacionais prometem trazer várias oportunidades de feriados prolongados, já que muitos feriados cairão em sextas e segundas-feiras.

Planejar o ano considerando esses períodos é essencial tanto para os colaboradores, que ganham mais previsibilidade para aproveitar seus dias de descanso, quanto para as empresas, que evitam imprevistos e garantem continuidade nas operações.

Além dos feriados, o RH também lida com diversas obrigações legais e trabalhistas que se repetem ao longo do ano, como o pagamento de tributos via DARF, os envios pelo eSocial e declarações anuais como a RAIS e a DIRF.

Neste artigo, você confere todos os feriados nacionais, os feriadões prolongados e ainda um plus com as principais obrigações do RH para ficar atento ao longo do ano.

Feriados nacionais de 2026: veja também os feriados prolongados

Agora, confira a lista dos feriados nacionais de 2026 e os feriados que caem em sextas ou segundas, criando oportunidades de prolongar o descanso:

  • 1º de janeiro (quinta-feira) – Confraternização Universal;
  • 3 de abril (sexta-feira) – Sexta-feira Santa;
  • 21 de abril (terça-feira) – Tiradentes;
  • 1º de maio (sexta-feira) – Dia do Trabalho;
  • 4 de junho (quinta-feira)Corpus Christi (ponto facultativo);
  • 7 de setembro (segunda-feira) – Independência do Brasil;
  • 12 de outubro (segunda-feira) – Nossa Senhora Aparecida;
  • 2 de novembro (segunda-feira) – Finados;
  • 15 de novembro (domingo) – Proclamação da República;
  • 20 de novembro (sexta-feira) – Dia da Consciência Negra;
  • 25 de dezembro (sexta-feira) – Natal;

Feriadões prolongados em 2026

O ano de 2026 traz uma série de feriados que favorecem emendas, gerando folgas mais longas:

  • Sextas: 3 de abril, 1º de maio, 20 de novembro, 25 de dezembro — todos criam fins de semana prolongados;
  • Segundas: 7 de setembro, 12 de outubro, 2 de novembro — bons para emendar com final de semana;
  • Quintas e sextas: 1º de janeiro (quinta), Corpus Christi (quinta) — facilitam emendas tanto com fim de semana quanto com sexta;
  • Tiradentes (terça) também oferece possibilidade de folga prolongada ao emendar com o fim de semana anterior.

Portanto, o ano de 2026 terá ao menos seis feriadões nacionais: 1º de maio, 7 de setembro, 12 de outubro, 2 de novembro, 20 de novembro e 25 de dezembro. Além disso, a Sexta-feira Santa também cria um fim de semana prolongado.

Principais obrigações do RH

Durante o ano, além dos feriados, o RH organiza obrigações que se repetem mensalmente e outras que surgem anualmente, e essa distinção facilita o controle efetivo dos prazos ao longo do ano.

Obrigações mensais

O eSocial centraliza grande parte das obrigações acessórias, por meio dele o RH envia informações como folha de pagamento, eventos de SST e demais movimentações trabalhistas, substituindo declarações como RAIS, CAGED e outras.

Além disso, outras obrigações como o DARF, que abrange tributos como INSS e IRRF, respeitando o calendário tributário, também necessitam de atenção para a sua emissão.

O RH ou o departamento pessoal (dependendo do formato que a sua empresa está subdividida) também emite a GPS para recolher o INSS até o dia 15 do mês seguinte, garantindo os direitos previdenciários dos colaboradores.

Obrigações anuais

No âmbito das obrigações anuais, o RH cumpre entregas como:

  • RAIS: já substituída pelo eSocial na maioria das empresas, mas ainda obrigatória para algumas — serve para acesso a benefícios como PIS/PASEP.
  • DIRF e Informe de Rendimentos: essenciais para a declaração do Imposto de Renda, com prazos geralmente no início do ano (fevereiro).
  • Outras declarações como PPP, CAT, CD e o Livro de Registro de Empregados (LRE) exigem atenção individual e prazos específicos — e não podem faltar.

Essas obrigações garantem a regularidade com o fisco e asseguram direitos trabalhistas dos colaboradores.

Em resumo, o RH assume um papel estratégico ao gerenciar obrigações e controlar o calendário anual.

Essa organização permite o planejamento mais assertivo de escalas, compensações e outras programações. Além disso, transforma obrigações em processos fluidos.

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Reduzir o turnover é uma das principais metas das empresas que buscam estabilidade e crescimento sustentável.

Quando a rotatividade de colaboradores é alta, os prejuízos vão muito além dos custos com demissão e contratação.

Isso porque existe ainda uma perda de conhecimento, desmotivação da equipe e impactos na produtividade, o que torna essa situação ainda mais desafiadora.

Por isso, entender como reduzir o turnover nas empresas se tornou uma prioridade estratégica para líderes e gestores de RH.

A boa notícia é que existem diversas práticas que ajudam a reter talentos, melhorar o clima organizacional e fortalecer a cultura da empresa.

Neste artigo, explicaremos o que é turnover, como calculá-lo e, principalmente, quais ações você pode adotar para manter os melhores profissionais na sua equipe.

Continue a leitura e descubra 7 dicas práticas para aplicar ainda em 2025.

O que é turnover?

Turnover é um termo utilizado para definir a rotatividade de colaboradores dentro de uma organização.

Ele indica o número de funcionários que saem e são substituídos em um determinado período, sendo um indicador relevante para avaliar a saúde organizacional e a eficiência das políticas de gestão de pessoas.

Quando o turnover é elevado, ele pode sinalizar diversos problemas, como falhas na liderança, desalinhamento cultural, ausência de plano de desenvolvimento individual ou até más condições de trabalho.

Por outro lado, uma taxa equilibrada pode indicar uma empresa saudável, com espaço para renovação e crescimento profissional.

É fundamental entender que o turnover pode ser voluntário — quando o colaborador pede demissão — ou involuntário — quando a empresa realiza o desligamento.

Como calcular turnover?

Para calcular o turnover, utiliza-se uma fórmula simples que leva em consideração o número de admissões e desligamentos em um determinado período, além do número total de funcionários da empresa. A fórmula mais comum é:

(Número de admissões + número de desligamentos) / 2 ÷ número total de funcionários x 100

Por exemplo, se uma empresa teve 10 admissões e 8 desligamentos no mês, com um total de 50 colaboradores, o cálculo seria: (10+8)/2 = 9. Depois, 9 ÷ 50 = 0,18. Multiplicando por 100, temos uma taxa de turnover de 18%.

Acompanhar esse índice mês a mês ajuda a identificar tendências e agir com agilidade quando a rotatividade começar a crescer.

Além disso, essa métrica pode ser segmentada por departamento, faixa etária ou tempo de casa, oferecendo insights ainda mais precisos.

7 dicas de como reduzir turnover

Reduzir o turnover exige ações estratégicas e consistentes. A seguir, apresentamos sete dicas fundamentais para ajudar sua empresa a manter os melhores talentos e construir um time engajado e produtivo.

Realize contratações alinhadas à cultura da empresa

Contratar profissionais apenas pelas habilidades técnicas pode ser um erro. O alinhamento com a cultura da empresa é essencial para garantir uma integração saudável e duradoura. 

Quando os valores do colaborador estão alinhados com os da organização, a chance de engajamento e permanência aumenta significativamente.

Durante o processo seletivo, utilize perguntas comportamentais, dinâmicas e entrevistas com diferentes membros da equipe para avaliar esse fit cultural. 

Ofereça um plano de carreira estruturado

Profissionais comprometidos valorizam oportunidades de crescimento. Quando percebem que podem evoluir dentro da empresa, eles tendem a permanecer por mais tempo e a se dedicarem com mais intensidade. 

O ideal é que esse plano inclua metas claras, critérios objetivos para promoções e acesso a capacitações. 

Além de reduzir o turnover, um plano de carreira também atrai talentos qualificados, que buscam empresas com visão de futuro e compromisso com o desenvolvimento profissional.

Invista em treinamentos e capacitação

Colaboradores que se sentem preparados e valorizados dificilmente procuram outras oportunidades.

O investimento contínuo em treinamentos, workshops e capacitações contribui diretamente para o aumento da produtividade e da satisfação no trabalho.

Além de desenvolver habilidades técnicas e comportamentais, esses treinamentos demonstram que a empresa acredita no potencial da equipe.

Dessa forma, as empresas que promovem aprendizado constante criam uma cultura de crescimento e evolução.

Promova um ambiente de trabalho respeitoso e acolhedor

Um bom clima organizacional é um dos principais fatores para a permanência dos colaboradores.

As pessoas desejam trabalhar em ambientes onde se sintam respeitadas, ouvidas e seguras. Quando isso acontece, o sentimento de pertencimento aumenta e o turnover diminui.

A liderança tem papel crucial nesse aspecto. Portanto, os gestores devem promover o diálogo, combater qualquer forma de discriminação e criar espaços onde a diversidade seja valorizada. 

Além disso, ações simples como celebrar conquistas, dar feedbacks positivos e promover momentos de integração ajudam a criar um ambiente mais leve e humano.

Implemente políticas de flexibilidade

A busca por equilíbrio entre vida pessoal e profissional se tornou prioridade para muitos profissionais.

Por isso, empresas que oferecem horários flexíveis, home office e jornadas adaptáveis têm mais facilidade em reter talentos.

A flexibilidade demonstra que a empresa confia em seus colaboradores e respeita suas individualidades.

Esse tipo de política contribui para o bem-estar e reduz o estresse, fatores diretamente ligados à retenção.

Mesmo com as atividades presenciais, é possível aplicar modelos híbridos e conceder autonomia na gestão do tempo.

O importante é ouvir os colaboradores e entender quais práticas fazem sentido para a equipe.

Valorize e reconheça o bom desempenho

Quando o colaborador sente que seu esforço é reconhecido, ele se torna mais engajado e satisfeito com a empresa, fortalecendo a confiança mútua e reduzindo a rotatividade.

Existem diversas formas de reconhecer o desempenho: elogios públicos, bonificações, programas de destaque e até pequenas celebrações internas. 

Esse tipo de prática cria uma cultura de valorização, onde todos se sentem importantes para o sucesso da empresa.

Escute seus colaboradores com frequência

Ouvir quem está na linha de frente é essencial para melhorar processos, identificar insatisfações e evitar perdas. A escuta ativa permite que a empresa tome decisões mais assertivas e crie um ambiente de confiança.

Por isso, busque realizar pesquisas de clima, rodas de conversa, feedbacks individuais e canais anônimos de sugestões como forma de fortalecer o vínculo com a equipe e mostrar que a empresa se importa com o bem-estar de todos.

Entender como reduzir turnover é essencial para manter equipes mais fortes, motivadas e produtivas.

A alta rotatividade gera custos elevados, impacta o clima organizacional e compromete o crescimento do negócio. 

Se você deseja ficar por dentro de mais dicas para potencializar a sua gestão, assine a nossa newsletter.

As férias fracionadas se tornaram uma alternativa prática para empresas e colaboradores que buscam mais flexibilidade no descanso anual.

Com a possibilidade de dividir o período de férias em partes, é possível conciliar melhor as necessidades do trabalhador com as demandas do negócio. Esse modelo ganhou ainda mais atenção após as alterações trazidas pela reforma trabalhista.

Apesar de sua popularização, muitas dúvidas ainda cercam o fracionamento de férias. Entre elas estão as regras para divisão, os direitos do trabalhador e como funciona o pagamento proporcional.

Neste artigo, vamos esclarecer o que são as férias fracionadas, apresentar as principais regras, explicar como registrá-las e responder às dúvidas mais comuns sobre a venda desses dias.

Continue a leitura para entender como aplicar corretamente esse modelo na sua empresa.

O que são férias fracionadas?

As férias fracionadas representam a divisão do período de descanso anual do trabalhador em dois ou três blocos.

Antes da reforma trabalhista, a lei permitia esse fracionamento apenas em casos excepcionais, mas as mudanças trouxeram mais flexibilidade para essa prática. Agora, o trabalhador pode combinar com a empresa a melhor forma de usufruir dos seus 30 dias de descanso.

Essa divisão deve respeitar algumas regras importantes. Um dos períodos, obrigatoriamente, precisa ter no mínimo 14 dias corridos.

Os demais podem ter, no mínimo, 5 dias corridos cada. Essa organização visa garantir que o descanso seja efetivo e não se torne apenas uma folga isolada.

O fracionamento de férias é vantajoso tanto para o empregado, que pode distribuir melhor seu tempo de descanso, quanto para o empregador, que consegue planejar melhor a ausência de colaboradores em períodos estratégicos.

No entanto, tudo precisa ser acordado por escrito entre as partes.

Quais são as regras de férias fracionadas?

A principal regra das férias fracionadas é a necessidade de concordância entre empregador e empregado. Ou seja, o fracionamento só pode ocorrer se ambas as partes estiverem de acordo.

O colaborador não pode ser obrigado a dividir suas férias, e a empresa também não é obrigada a aceitar um pedido de fracionamento.

Outro ponto essencial é que o fracionamento deve respeitar a estrutura mínima: um dos períodos deve ter, no mínimo, 14 dias corridos, e os outros não podem ter menos de 5 dias cada.

Além disso, após a Reforma Trabalhista de 2017 (Lei nº 13.467/2017), menores de 18 anos e maiores de 50 anos — que antes precisavam tirar as férias de forma integral, sem possibilidade de fracionamento — agora podem dividir o período, desde que concordem com os termos.

A legislação atual permite maior liberdade na negociação dessas divisões, desde que tudo esteja registrado formalmente.

Mudanças com a reforma trabalhista

A reforma trabalhista de 2017 foi o marco que trouxe mais liberdade para o fracionamento de férias.

Antes dela, a divisão só era possível com autorização do Ministério do Trabalho, o que dificultava bastante a prática. Com a nova legislação, ficou mais fácil aplicar essa divisão no dia a dia das empresas.

Uma das principais mudanças foi justamente eliminar as restrições para trabalhadores com mais de 50 anos, que antes precisavam tirar os 30 dias de férias de uma vez.

Agora, todos os empregados com vínculo formal podem fracionar, independentemente da idade, desde que cumpram as regras já citadas.

Outra alteração importante foi a permissão de até três períodos de férias. Isso aumentou a flexibilidade para todos os envolvidos, facilitando o planejamento da empresa e oferecendo mais conforto para o trabalhador. 

Tem como vender as férias fracionadas?

É possível vender parte das férias mesmo que elas sejam fracionadas. A legislação permite a conversão de até 1/3 dos 30 dias de férias em abono pecuniário, ou seja, o trabalhador pode “vender” até 10 dias. Isso vale tanto para férias tiradas em um único período quanto para aquelas divididas.

Por exemplo, se um funcionário decide dividir suas férias em dois blocos — um de 20 dias e outro de 10 —, ele pode solicitar o abono sobre 10 dias.

No entanto, esse pedido deve ser feito até 15 dias antes do término do período aquisitivo, conforme prevê o art. 143 da CLT, sendo um direito do trabalhador que não depende de autorização do empregador.

É importante lembrar que o empregador deve pagar o valor dos dias vendidos junto com o salário das férias e o adicional de 1/3 constitucional.

O fracionamento não interfere nesse direito, desde que respeitem o limite de 10 dias e façam a solicitação dentro do prazo legal.

Como registrar as férias no controle de ponto?

O registro correto das férias fracionadas no controle de ponto é fundamental para manter a conformidade trabalhista.

Mesmo que o colaborador esteja afastado, é necessário indicar os períodos exatos de ausência no sistema, para que não haja erros no fechamento da folha de pagamento.

Nos períodos de férias, o sistema deve registrar o colaborador como ausente, com a devida justificativa de “férias”.

Além disso, o setor de Recursos Humanos deve manter arquivado o acordo de fracionamento assinado pelas partes.

Isso serve como prova em eventuais fiscalizações ou ações trabalhistas. O alinhamento entre os registros no controle de ponto e os documentos é essencial para garantir a segurança jurídica da empresa.

As férias fracionadas surgem como uma alternativa flexível para o descanso anual dos trabalhadores. Com a possibilidade de dividir os 30 dias em até três partes, empresas e colaboradores conseguem se organizar melhor, respeitando sempre os limites legais estabelecidos pela reforma trabalhista.

Ao respeitar os direitos do colaborador e os critérios da lei, a empresa fortalece sua cultura organizacional e evita passivos trabalhistas no futuro.

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O mês de setembro carrega um importante significado social no Brasil: é o período dedicado à campanha Setembro Amarelo, focada na conscientização e prevenção do suicídio.

Essa iniciativa cresce a cada ano, ganhando força nas escolas, empresas e redes sociais. A ideia principal é abrir espaço para conversas sobre saúde mental, quebrando tabus e incentivando o acolhimento.

Cada vez mais organizações estão engajadas em promover ações durante o mês, buscando maneiras criativas e eficazes de abordar o tema em seu calendário de campanhas. Portanto, algumas atitudes simples que podem salvar vidas são oferecer apoio e conexões humanas. Por isso, o envolvimento coletivo é essencial.

Neste artigo, você entenderá melhor o que é o Setembro Amarelo, como sua empresa pode contribuir com ações criativas e também encontrará frases para fortalecer a campanha. 

O que é o setembro amarelo?

O Setembro Amarelo é uma campanha brasileira criada em 2015, com o objetivo de conscientizar a população sobre a prevenção do suicídio.

Ela foi inspirada no movimento internacional do Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, celebrado em 10 de setembro, utilizando a cor amarela como representação e valorização da vida e do cuidado com a saúde mental.

A campanha é promovida pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM). Durante esse mês, diversas ações são realizadas em escolas, empresas, instituições públicas e privadas.

Todas têm um propósito comum: incentivar o diálogo e oferecer suporte para quem enfrenta sofrimento emocional. Além da conscientização, o Setembro Amarelo promove o acesso à informação e aos serviços de apoio psicológico.

8 ideias de ações de setembro amarelo para empresas

1. Criação de murais da empatia 

Monte um mural em um espaço comum da empresa para que colaboradores possam deixar mensagens positivas. Pode ser uma frase de apoio, uma lembrança feliz ou um recado anônimo de acolhimento.

Além disso, o mural pode ser digital, utilizando ferramentas como mural colaborativo no Trello ou Jamboard. Assim, todos, inclusive os que trabalham remotamente, podem participar.

Com o passar dos dias, o mural se transforma em uma fonte constante de boas energias e reflexão. E mais importante: mostra que ninguém está sozinho.

2. Palestras com psicólogos convidados

Organizar uma palestra com profissionais da saúde mental é uma das ações mais impactantes. Psicólogos podem explicar a importância do cuidado emocional e como identificar sinais de alerta em si e nos colegas.

Esse tipo de evento pode ser presencial ou online, tornando-o acessível para toda a equipe. O importante é criar um espaço de escuta e troca, onde perguntas e dúvidas sejam bem-vindas.

Além da palestra, envie um resumo com os principais aprendizados e contatos de apoio. Isso garante que a informação continue circulando.

3. Distribuição de kits de autocuidado

Os kits com itens simbólicos, como um chá relaxante, uma caneta, bloco de anotações, máscara de dormir e mensagens de incentivo podem surpreender positivamente os colaboradores.

Esses kits não precisam ser caros ou complexos. O essencial é que transmitam carinho e empatia, reforçando o valor de cada colaborador na equipe.

4. Rodas de conversa

As rodas de conversas são pequenos grupos para conversas guiadas nas quais os participantes podem compartilhar experiências e sentimentos de forma acolhedora e sem julgamentos.

É fundamental contar com a mediação de um profissional para garantir que o espaço seja seguro. As rodas podem ocorrer de forma voluntária, respeitando o conforto de cada um.

5. Uso do dress code amarelo

Convide os colaboradores a vestirem amarelo em um dia específico do mês. Esse ato simbólico ajuda a divulgar a campanha e chama atenção para o tema de forma leve e participativa.

Além disso, aproveite esse momento para tirar fotos da equipe, compartilhar nas redes sociais e reforçar o engajamento da empresa com a saúde mental. 

Você também pode distribuir pequenos acessórios amarelos como fitinhas, bottons ou pulseiras para quem quiser participar.

6. E-mails diários com mensagens de apoio

Durante o mês de setembro, envie diariamente frases motivacionais e reflexivas por e-mail ou nos canais internos de comunicação para manter o tema em evidência durante esse período.

Essas mensagens podem conter frases de autores conhecidos, depoimentos curtos e até dicas de bem-estar, desde que seja um conteúdo leve e acolhedor.

7. Dinâmicas de valorização pessoal

Proponha uma dinâmica em que os colaboradores escrevam qualidades uns dos outros de forma anônima. Depois, distribua os papéis para que cada um receba elogios inesperados.

Essa prática contribui para o aumento da autoestima e incentiva o reconhecimento dentro da equipe. Além disso, ajuda a fortalecer relações profissionais de forma genuína.

8. Parcerias com instituições de apoio

Busque ONGs ou instituições que atuam na prevenção ao suicídio e ofereça apoio por meio de doações, ações voluntárias ou divulgação do trabalho delas.

Além de fortalecer a rede de apoio, sua empresa contribui diretamente para uma causa essencial. A responsabilidade social também é uma forma de gerar impacto positivo.

Divulgue essas parcerias para os colaboradores e incentive que eles também participem como voluntários, se desejarem.

Setembro amarelo: frases para usar!

A comunicação correta pode contribuir positivamente para o impacto da campanha de Setembro Amarelo. Frases de impacto e acolhimento podem ser utilizadas em e-mails, redes sociais, murais, brindes e ações internas. Abaixo, confira algumas ideias:

“Você não está sozinho. Sempre há alguém disposto a ouvir.”

“Falar é um ato de coragem. Ouvir também.”

“A vida é a melhor escolha, mesmo quando tudo parece difícil.”

Essas frases curtas carregam mensagens fortes que podem tocar o coração de quem precisa. Usá-las com frequência ao longo do mês ajuda a reforçar o propósito da campanha.

Além disso, personalizar frases com a identidade da empresa pode aproximar ainda mais os colaboradores da mensagem.

Incluir frases nos materiais visuais da campanha, como banners, cartões e papéis de parede digitais, contribui para manter o tema presente no dia a dia. Assim, a conscientização se torna constante, e não apenas pontual.

O Setembro Amarelo é uma campanha que convida à empatia, ao acolhimento e à valorização da vida. As ações realizadas durante esse mês têm o poder de transformar ambientes de trabalho, tornando-os mais humanos e saudáveis.

Para continuar atualizado sobre as principais campanhas, inscreva-se gratuitamente em nossa newsletter

A maternidade traz diversas mudanças na vida da mulher, inclusive no ambiente de trabalho. Por isso, a legislação trabalhista brasileira garante alguns direitos específicos, como a licença amamentação para CLT.

Esse benefício tem o objetivo de assegurar que a mãe possa alimentar seu bebê de forma adequada nos primeiros meses de vida.

Portanto, o setor de departamento pessoal precisa entender exatamente como funciona esse direito das colaboradoras.

O que é a licença amamentação?

A licença amamentação é um direito garantido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) que permite à mãe trabalhadora ter pausas durante sua jornada para amamentar seu bebê.

Essa medida visa contribuir para a saúde do bebê e o bem-estar da mãe nos primeiros meses após o retorno da licença-maternidade.

De acordo com a CLT, até que o bebê complete seis meses de idade, a mãe tem direito a dois intervalos de 30 minutos cada, durante sua jornada de trabalho.

Assim, esses períodos são exclusivos para a amamentação, podendo ser utilizados de forma contínua ou fracionada, conforme combinado com o empregador.

O objetivo principal dessa licença é oferecer tempo adequado para que a amamentação aconteça sem prejudicar a rotina profissional da colaboradora.

Vale ressaltar que essa medida demonstra o compromisso das empresas com a saúde e o desenvolvimento infantil, se mostrando como um bom lugar para trabalhar.

Quem tem direito ao período de amamentação?

O benefício do período de amamentação CLT é destinado às mulheres que retornam ao trabalho após a licença-maternidade. Ou seja, todas as colaboradoras contratadas pelo regime CLT têm direito aos intervalos específicos para amamentar seus filhos.

Esse direito é assegurado mesmo que a mãe esteja em jornada parcial ou trabalhando em regime de home office. O importante é que o vínculo empregatício seja regido pela CLT.

Em alguns casos, empresas mais flexíveis permitem que os horários sejam adaptados à rotina da mãe e do bebê.

Além disso, mães adotivas também podem ter acesso ao benefício, dependendo da idade da criança e dos termos acordados com a empresa.

Portanto, é essencial que o RH oriente as colaboradoras sobre como garantir esse direito de forma prática e legal.

O que diz a lei sobre amamentação CLT?

A legislação trabalhista brasileira é clara ao tratar da amamentação. O artigo 396 da Consolidação das Leis do Trabalho determina que, até os seis meses de idade da criança, a mãe tem direito a dois descansos diários de 30 minutos para amamentar.

Para isso, este artigo diz que:

Art. 396.  Para amamentar seu filho, inclusive se advindo de adoção, até que este complete 6 (seis) meses de idade, a mulher terá direito, durante a jornada de trabalho, a 2 (dois) descansos especiais de meia hora cada um.

§ 1o  Quando o exigir a saúde do filho, o período de 6 (seis) meses poderá ser dilatado, a critério da autoridade competente.

§ 2o  Os horários dos descansos previstos no caput deste artigo deverão ser definidos em acordo individual entre a mulher e o empregador.

A lei também prevê que esse período pode ser estendido, caso o bebê apresente necessidades específicas comprovadas por atestado médico.

Ainda que seja um direito previsto em lei, sua aplicação prática pode variar de empresa para empresa. Por isso, é fundamental que o RH tenha conhecimento da norma e implemente políticas internas que respeitem e incentivem o exercício desse direito.

Como funciona a licença amamentação?

Na prática, a licença amamentação pode ser organizada de diversas formas, sempre com foco na flexibilidade. A colaboradora pode, por exemplo, entrar uma hora mais tarde ou sair uma hora mais cedo do trabalho, se houver acordo com o empregador.

Outra opção comum é dividir os 60 minutos em dois intervalos durante o expediente, respeitando a dinâmica do ambiente de trabalho e as necessidades da mãe.

É essencial que esse acordo seja formalizado para evitar mal-entendidos e garantir os direitos da profissional.

É importante ressaltar que a empresa não pode descontar esses períodos do salário nem impedir o uso da licença. Se houver resistência, a colaboradora pode recorrer ao sindicato ou até mesmo à Justiça do Trabalho para garantir o cumprimento da legislação.

Como a tecnologia pode ajudar o RH a garantir esses direitos com flexibilidade?

Para garantir os direitos dos trabalhadores, ferramentas tecnológicas como o sistema de controle de ponto Icarus tornam-se grandes aliadas do RH. Com isso, é possível tornar o processo mais eficiente e transparente.

Com o Icarus, é possível personalizar os registros de ponto de acordo com a rotina da colaboradora, registrando os dois intervalos de 30 minutos para amamentação de forma automática ou mediante ajuste validado pelo gestor.

O sistema também permite que o RH acompanhe esses intervalos em tempo real.

Além disso, o Icarus facilita o registro remoto, o que é bastante útil para colaboradoras que atuam em home office ou em regime híbrido.

A plataforma registra os horários com segurança e oferece relatórios detalhados que servem como documentação para auditorias internas ou demandas legais.

Outro ponto importante é a possibilidade de acordos individuais serem formalizados dentro do sistema, com configurações específicas por colaboradora, o que elimina ruídos de comunicação e oferece mais tranquilidade para o RH e para a profissional.

Como percebemos, as empresas que respeitam o período de amamentação CLT demonstram compromisso com o bem-estar de suas colaboradoras e se destacam pela responsabilidade social. 

Portanto, conheça o Ponto Icarus para fazer uma boa gestão do controle de ponto dos colaboradores.

A entrevista de desligamento é um processo essencial para empresas que buscam aprimorar sua cultura organizacional e reduzir a rotatividade.

Diferente do que muitos pensam, essa conversa não é apenas uma mera formalidade. Ela oferece informações estratégicas que, muitas vezes, passam despercebidas durante o tempo de contrato do funcionário.

Além disso, quando conduzida com empatia e profissionalismo, a entrevista proporciona um fechamento mais saudável da relação entre a empresa e o colaborador.

Se você quer entender mais sobre a importância dessa entrevista, como conduzir e exemplos de entrevista de desligamento, continue a leitura.

Qual a importância da entrevista de desligamento?

Melhora a retenção de talentos

Após entender os motivos que levam os colaboradores a deixarem a empresa, é possível identificar padrões e agir estrategicamente. Essa análise ajuda a corrigir falhas em lideranças, benefícios ou clima organizacional, evitando novas saídas desnecessárias.

Com base nos feedbacks das entrevistas de desligamento, a empresa pode desenvolver ações internas mais alinhadas às expectativas dos funcionários. Isso aumenta o engajamento e reduz os custos com novas contratações.

Além disso, investir nessa prática demonstra uma cultura organizacional voltada para o crescimento constante. Dessa forma, os profissionais percebem esse cuidado e tendem a se sentir mais valorizados ao longo de sua trajetória.

Fortalece a imagem da empresa

Uma empresa que ouve até o último momento mostra respeito pelo profissional. Isso melhora a imagem interna e externa da organização, especialmente em redes como o LinkedIn e sites de avaliação como o Glassdoor.

Esse cuidado no processo de desligamento é percebido também por quem ainda está na empresa. É normal que os colaboradores ativos enxerguem esse gesto como um sinal de maturidade e valorização das relações humanas.

A longo prazo, essa reputação atrai talentos mais qualificados e engajados, criando um ciclo positivo de crescimento e desenvolvimento.

Identifica falhas na liderança

Com uma entrevista de desligamento bem estruturada, o RH pode identificar padrões de comportamento tóxicos ou ineficientes na própria liderança.

A partir dessas informações, o RH pode investir em treinamentos específicos, reestruturar equipes ou até reavaliar o perfil dos líderes. Assim, com lideranças mais preparadas, o ambiente de trabalho melhora e, consequentemente, a satisfação dos colaboradores.

Gera insights para inovação interna

A visão de quem está saindo é valiosa porque geralmente vem com mais sinceridade. Esses feedbacks podem apontar ideias inovadoras para processos, ferramentas ou até benefícios que nunca haviam sido considerados.

O ex-colaborador tem a liberdade de expor pontos que talvez hesitassem em comentar durante a permanência. Essa abertura ajuda a empresa a enxergar oportunidades escondidas.

Portanto, a entrevista pode ser o início de grandes transformações internas.

Proporciona um encerramento respeitoso

Por mais comuns que sejam, os desligamentos sempre carregam alguma carga emocional. Ter um momento de escuta permite que o colaborador sinta que sua trajetória foi relevante para a empresa.

Portanto, esse gesto contribui para que a saída seja mais leve, sem mágoas ou mal-entendidos.

Além disso, o respeito durante esse processo garante que o ex-funcionário mantenha boas referências e recomendações sobre a empresa.

Como conduzir uma entrevista de desligamento?

Prepare o ambiente e o momento

Escolha um local reservado, com privacidade e conforto. A ideia é criar um clima de confiança e respeito, favorecendo uma conversa aberta, assim como geralmente é feito em conversas de advertências ou anúncios de desligamento.

Evite agendar a entrevista em momentos corridos ou próximos ao encerramento do expediente. Isso pode gerar pressa e fazer com que você não obtenha todas as informações desejadas.

Assim como numa entrevista de emprego, é importante que o profissional responsável esteja preparado e saiba conduzir com empatia e escuta ativa.

Explique o objetivo da entrevista

Antes de começar, informe ao colaborador que a entrevista tem fins construtivos. Deixe claro que não é um interrogatório, mas uma oportunidade para a empresa melhorar.

Reforce que todas as respostas serão tratadas com sigilo e usadas de forma ética para ajustes internos. Esse momento de alinhamento inicial ajuda a quebrar resistências e facilita o andamento da conversa.

Use perguntas abertas e objetivas

Evite perguntas que possam gerar respostas de “sim” ou “não”. O ideal é formular questões abertas, que incentivem a reflexão e tragam respostas mais completas.

Lembre-se de ter um roteiro, mas esteja preparado para adaptar conforme o rumo da conversa. Para uma boa coleta de insumos, é essencial ter um interesse genuíno nas respostas. Além disso, evite julgamentos ou interrupções.

Registre as respostas com cuidado

É importante utilizar uma ficha-padrão para garantir que as informações fiquem organizadas. Se possível, faça isso digitado ou, após a entrevista, digitalize o conteúdo para facilitar futuras análises.

É importante manter esse registro acessível para a área de RH ou liderança, sempre com respeito à confidencialidade. Esses dados serão valiosos para identificar padrões ou propor melhorias.

Agradeça e finalize com positividade

Ao encerrar, agradeça pela colaboração e pelo tempo dedicado à empresa. Nesse momento, reconheça as contribuições do profissional de forma sincera.

Se for cabível, ofereça apoio, como indicação futura, orientações de carreira ou ajuda com o desligamento técnico. Uma boa despedida deixa a porta aberta para novas possibilidades no futuro.

31 perguntas para entrevista de desligamento

A seguir, confira uma lista de perguntas para montar sua entrevista de desligamento. Você pode escolher algumas delas, conforme o perfil do profissional, a situação em que ocorreu o desligamento e o tempo disponível:

  1. Quais são os principais motivos da sua saída?
  2. Você se sentiu valorizado na empresa?
  3. Como avalia sua relação com sua liderança direta?
  4. A comunicação interna era clara e eficaz?
  5. Quais pontos positivos você destacaria da empresa?
  6. E quais pontos precisam ser melhorados?
  7. Sentiu que teve oportunidades de crescimento?
  8. Como foi sua integração no início?
  9. A cultura da empresa corresponde ao que você esperava?
  10. Você recomendaria a empresa para outras pessoas?
  11. Quais sugestões daria para melhorar o ambiente de trabalho?
  12. O que mais te motivava no dia a dia?
  13. O que mais te desmotivava?
  14. Como você avalia os benefícios oferecidos?
  15. Houve algo que causou frustração ao longo do tempo?
  16. Você recebeu feedbacks com frequência?
  17. O plano de carreira foi claro para você?
  18. Como era o clima da sua equipe?
  19. Que mudanças você sugeriria para o seu setor?
  20. Se pudesse mudar algo na empresa em geral, o que seria?
  21. O que mais sente falta ao sair?
  22. Quais aprendizados leva com você?
  23. A empresa ofereceu suporte em momentos difíceis?
  24. Você se sentiu seguro para expressar opiniões?
  25. Como avaliaria o equilíbrio entre vida pessoal e trabalho?
  26. Houve algum episódio marcante que gostaria de compartilhar?
  27. Faria algo diferente na sua trajetória aqui?
  28. Pretende trabalhar na mesma área no futuro?
  29. Se a empresa passasse por mudanças, você consideraria voltar?
  30. Como foi o processo de desligamento?
  31. Há algo mais que gostaria de dizer?

Entrevista de desligamento: Modelo

Abaixo, confira um modelo completo de entrevista de desligamento que pode ser usado na sua empresa:

Nome do colaborador: [Preencher]
Cargo: [Preencher]
Data de admissão: [Preencher]
Data de desligamento: [Preencher]
Entrevistador: [Preencher]

Parte 1: Informações iniciais

  • Motivo da saída:
  • Tipo de desligamento: ( ) Voluntário ( ) Involuntário
  • Último gestor direto:

Parte 2: Avaliação geral

  1. Como você avalia sua experiência na empresa?
  2. Quais foram os principais fatores para sua decisão de sair?
  3. Você se sentiu apoiado pelos seus líderes?
  4. A cultura organizacional foi positiva para você?
  5. Teve oportunidade de desenvolvimento e crescimento?

Parte 3: Clima e ambiente de trabalho

  1. Como era o relacionamento com seus colegas?
  2. Acredita que seu time era produtivo e colaborativo?
  3. Como avalia a comunicação entre setores?

Parte 4: Benefícios e condições de trabalho

  1. Os benefícios oferecidos atendiam suas expectativas?
  2. Você se sentia motivado com a remuneração?
  3. Como avalia a estrutura física e os recursos oferecidos?

Parte 5: Sugestões

  1. O que a empresa poderia fazer para melhorar?
  2. Há algo que gostaria de dizer ao time de liderança?

Parte 6: Encerramento (a ser preenchido pelo entrevistador)

  • Feedback final do entrevistador:
  • Possível recontratação futura: ( ) Sim ( ) Não ( ) Talvez

Como foi possível perceber, ouvir os colaboradores no momento da saída por meio da entrevista de desligamento é uma oportunidade de identificar falhas, melhorar processos internos e reforçar boas práticas.

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