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As ações de Outubro Rosa nas empresas deixaram de ser apenas laço na recepção e post nas redes sociais. Hoje, o RH que trata a campanha como política de saúde consegue algo bem mais valioso: colaboradoras com exames em dia, menos afastamentos longos e um ambiente em que falar sobre saúde não é tabu.

O câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres no Brasil, e a detecção precoce muda o prognóstico de forma decisiva. Ou seja, uma campanha bem feita não é só engajamento: é impacto real na vida de quem trabalha na sua empresa.

Reunimos 8 ações de Outubro Rosa para aplicar em outubro, o que evitar e como medir o resultado no fim do mês.

O que é o Outubro Rosa e por que ele importa para o RH

O Outubro Rosa é a campanha internacional de conscientização sobre o câncer de mama, marcada pela mobilização em torno do diagnóstico precoce e do acesso ao tratamento.

No ambiente corporativo, ela ganha um papel extra: a empresa costuma ser o canal mais frequente de comunicação na vida adulta e alcança mulheres que não procuram o serviço de saúde com regularidade.

Vale lembrar o que orienta o SUS hoje: o rastreamento populacional com mamografia é recomendado a cada dois anos para a faixa de 50 a 74 anos, e o Ministério da Saúde ampliou o acesso ao exame a partir dos 40 anos mediante avaliação profissional.

Como as recomendações variam conforme histórico familiar e fatores de risco, a orientação da campanha deve sempre remeter à conversa com o médico — nunca substituí-la.

Por que fazer ações de Outubro Rosa na empresa

Além do impacto na saúde, a campanha tem retorno claro para a gestão de pessoas:

  • Redução de afastamentos longos, já que o diagnóstico precoce encurta o tratamento.
  • Fortalecimento da confiança: falar de saúde mostra cuidado que vai além da produtividade.
  • Reforço da cultura interna, complementando outras ações de endomarketing do calendário.
  • Marca empregadora, especialmente em empresas com maioria feminina no quadro.

8 ações de Outubro Rosa para fazer na sua empresa

1. Palestra ou roda de conversa com profissional de saúde

É o formato mais simples e o de maior retorno em informação. Convide um mastologista, ginecologista ou enfermeiro do plano de saúde para explicar fatores de risco, sinais de alerta e como funciona o acesso ao exame — no SUS e no convênio.

Grave a sessão e disponibilize depois. Quem estava em turno, em campo ou de folga também precisa da informação.

2. Mutirão de exames e orientação em parceria

Traga o serviço para dentro da empresa ou negocie horários exclusivos em clínicas próximas. Muitas operadoras de plano de saúde, o SESI e o SESC oferecem carretas de mamografia, ações de saúde da mulher e agendamento facilitado sem custo adicional para o empregador.

Se a operação não permite parar a produção, escalone o atendimento por setor ao longo da semana em vez de concentrar tudo em um dia.

3. Flexibilize o horário para a realização de exames

De nada adianta a palestra se a colaboradora não consegue sair para fazer a mamografia. Crie uma regra clara para outubro: liberação de algumas horas para exames preventivos, com comprovante, sem desconto e sem lançamento negativo no banco de horas.

Registre a política por escrito e alinhe com o DP como essas horas serão tratadas no sistema de ponto — do mesmo modo que a empresa já lida com o atestado que abona falta. Sem isso, a boa intenção vira inconsistência na folha.

4. Campanha de comunicação interna com informação de verdade

Use os canais que já existem: mural, e-mail, grupo de WhatsApp, TV do refeitório, contracheque. Em vez de mensagens genéricas, distribua conteúdo prático — como fazer o autoexame, quais sinais merecem consulta imediata, onde agendar mamografia pelo SUS na cidade e o que o plano da empresa cobre.

Um cronograma semanal funciona melhor que um único disparo: uma pauta por semana mantém o assunto vivo o mês inteiro.

5. Dia temático e ativação visual

Decoração em rosa, dress code no dia da palestra, laço nos crachás e um espaço para foto ajudam a chamar atenção e alimentam as redes da empresa. Só não deixe a ação parar aí. O visual serve para atrair as pessoas até o conteúdo, e não para substituí-lo.

6. Acolhimento e saúde mental

Diagnóstico e tratamento oncológico mexem com toda a rotina. Ofereça um canal de escuta com psicólogo, apresente o que o plano cobre em saúde mental e oriente as lideranças sobre como conduzir a volta ao trabalho de quem está em tratamento, com ajustes de jornada e de metas quando necessário. Esse é um bom mês para revisar as práticas de saúde mental no trabalho da empresa.

7. Ação solidária com instituições locais

Campanhas de arrecadação de lenços, doação de cabelo, apoio a casas de acolhimento de pacientes em tratamento e mutirões de voluntariado engajam o time por um motivo maior que a meta do mês. Escolha uma instituição da região, divulgue o resultado da arrecadação e mostre para onde foi cada item.

8. Transforme a campanha em programa contínuo

Outubro é a porta de entrada, não o ponto final. Emende com o Novembro Azul, para não deixar a saúde masculina de fora, e distribua as demais pautas de saúde ao longo do calendário de RH. Um programa de saúde preventiva bem estruturado se soma aos benefícios corporativos e pesa na retenção.

Como medir os resultados da campanha

Acompanhe a taxa de participação nas atividades, o número de exames realizados via parceria, o alcance dos conteúdos internos e, ao longo do ano seguinte, o comportamento do absenteísmo.

Uma pesquisa de clima organizacional aplicada depois mostra se a mensagem chegou e o que o time gostaria de ver no próximo ciclo.

Perguntas frequentes

A empresa é obrigada a liberar o colaborador para exames?

A CLT prevê hipóteses específicas de ausência justificada, e o atestado ou declaração de comparecimento emitido por profissional habilitado abona o período. Fora dessas situações, a liberação depende de política interna ou de acordo coletivo, por isso a regra da campanha precisa estar escrita.

Qual o orçamento necessário para o Outubro Rosa?

Pode ser baixo. Palestras com o plano de saúde, mutirões via SESI ou SESC e conteúdo interno próprio custam pouco; o investimento maior costuma ser tempo de liberação para exames.

Como incluir quem trabalha em escala ou fora da sede?

Grave as palestras, repita a ação em turnos diferentes e leve o conteúdo para os canais que o time realmente usa, como o aplicativo de ponto e os grupos de comunicação.

Faça o Outubro Rosa sem bagunçar o controle de jornada

Toda campanha de saúde esbarra no mesmo ponto operacional: gente saindo em horário diferente, chegando mais tarde por causa de um exame, participando de palestra dentro do expediente. Sem registro organizado, isso vira divergência de horas no fechamento do mês.

Com o Ponto Icarus, o RH abona horas de exame com justificativa, acompanha ausências e inconsistências em tempo real pelo dashboard e fecha o mês sem retrabalho, graças ao fechamento de ponto automatizado. Para equipes externas e multiunidades, o registro por aplicativo com geolocalização mantém tudo rastreável mesmo com o time em campo.

Planeje sua campanha e deixe a jornada por conta de um sistema de ponto eletrônico confiável. Conheça o Ponto Icarus e cuide do seu time sem abrir mão da conformidade trabalhista.

Melhor controle de ponto online para pequenas e médias empresas

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O controle de ponto online para pequenas e médias empresas deixou de ser um tema restrito ao departamento pessoal e passou a ocupar um espaço estratégico na gestão dos negócios.

Hoje, em um cenário de mudanças constantes na legislação trabalhista, crescimento do trabalho remoto e a busca por eficiência operacional, registrar corretamente a jornada de trabalho tornou-se uma necessidade prática.

Pequenas e médias empresas, muitas vezes, operam com equipes enxutas e processos pouco estruturados. Isso faz com que tarefas rotineiras como cálculo de horas extras e gestão de banco de horas acabem sendo feitas de forma improvisada.

Com o tempo, esses improvisos podem gerar erros e até mesmo riscos jurídicos que poderiam ser evitados com soluções mais adequadas.

Neste artigo, você vai entender quando o controle de ponto é obrigatório, o que a legislação determina para pequenas e médias empresas e quais são os principais benefícios do controle de ponto online. 

Também explicamos como identificar a necessidade desse sistema e quais critérios considerar na escolha da melhor solução para o seu negócio.

O controle de ponto em pequenas empresas é obrigatório?

A obrigatoriedade do controle de ponto depende diretamente do número de funcionários contratados sob o regime CLT.

A legislação brasileira determina que as empresas que possuem mais de 20 colaboradores devem registrar a jornada de trabalho de forma sistemática, conforme previsto no artigo 74 da Consolidação das Leis do Trabalho.

Essa regra foi alterada com a Lei da Liberdade Econômica, que ampliou o limite mínimo. Antes disso, as empresas com mais de 10 funcionários já precisavam controlar o ponto.

A mudança trouxe mais flexibilidade para pequenos negócios, mas não eliminou a responsabilidade do empregador em comprovar a jornada quando necessário.

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