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Escala fim de ano: saiba o que é preciso para ter melhores resultados

Para muitos empreendedores e gestores de empresas, fazer a escala de fim de ano entre os colaboradores é um desafio.

Organizar os horários de entrada e saída de cada membro da equipe, horas extras, tempo de descanso, calcular a remuneração individual, etc.

Em contrapartida, muitas empresas ainda têm que lidar com o maior volume de clientes dentro de seu espaço, não é?

Por exemplo, em uma loja de shopping o período de fim de ano é o mais importante para as vendas em qualquer lugar do mundo.

Por isso, imagine como fica a cabeça do gestor ao ter que criar uma escala de trabalho ideal, que atenda às necessidades da loja e dos trabalhadores?

Certamente, esse cenário se repete em outras áreas porque todos celebram as festas de fim de ano.

Mas, além disso, temos que considerar que muitos funcionários escolhem esse momento para curtir as férias.

Assim, o processo de desenvolvimento das escalas de trabalho precisa ser bem pensado para não ter imprevistos nesse período.

Pensando nisso, reunimos neste artigo todos os aspectos mais relevantes para quem precisa montar uma escala de trabalho eficiente para o fim de ano.

  • O que é escala de trabalho?
  • Exemplos de escala
  • O que diz a CLT sobre escala de fim de ano?
  • Como planejar as jornadas e escalas de trabalho de fim de ano?
  • Existe impacto da escala de fim de ano nas férias?
  • Benefícios da gestão de ponto para escalas de fim de ano

    Antes da escala de fim de ano, o que é escala de trabalho?

    Antes de mais nada, vamos esclarecer tudo sobre a escala de trabalho para que não fique nenhuma dúvida sobre o tema, certo?

    Sabemos que existem diversos modelos de escala para cada tipo de trabalho, o que explica as dúvidas dos gestores sobre o assunto.

    Resumindo, a escala é a forma de organizar o período ativo de cada pessoa durante o trabalho.

    Ou seja, o controle de horas em que o funcionário fica dentro da empresa, período em que ele cumpre a sua jornada de trabalho.

    Normalmente, o tempo disponibilizado pelo profissional em atividades de trabalho é de 8 horas por dia, em uma escala 5×2 ou 6×1.

    Considerando as leis brasileiras, isso significa que, a cada semana, o trabalhador deve somar 44 horas de serviço.

    Assim, com o tempo de trabalho definido para cada colaborador, os gestores conseguem criar as escalas com mais precisão.

    Isto é, dentro do limite estabelecido pelas leis trabalhistas do Brasil de 44 horas semanais, os funcionários trabalham em horários diferentes de escala.

    Desta forma, a empresa consegue se manter funcionando por mais tempo, sem baixas de pessoas dentro da equipe.

    Atualmente existem diferentes tipos de escala de final de ano: 4×2, 5×1, 5×2, 6×1, 12×36, 24×38.

    Considerando a escala 6×1, o trabalhador exerce sua função semanalmente por 6 dias e 1 dia de folga.

    Além disso, os domingos de descanso também estão incluídos de acordo com cada tipo de contrato.

    A escala 5×2 conta com 2 dias de descanso por 5 dias de trabalho e normalmente faz parte da jornada de trabalho semanal com limite de 40 horas.

    Por fim, a escala 12×36 segue o mesmo conceito das anteriores, porém com trabalho direto por 12 horas, antes de um descanso merecido de 36 horas.

    Exemplos de escala de trabalho

    Definitivamente, cada área tem suas peculiaridades e características mais marcantes em relação à escala de fim de ano, não é?

    Por isso, reunimos os principais exemplos de escala de trabalho para ajudar a esclarecer as suas dúvidas.

    Como funciona as escalas de fim de ano em hotel?

    Certamente, a hotelaria é um dos setores mais agitados durante o período de final do ano.

    Por isso, algumas pessoas acham que os funcionários de hotéis trabalham mais do que deveriam.

    Mas, assim como qualquer trabalhador que atua sob o regime da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), os colaboradores dos hotéis seguem a mesma cartilha.

    Por outro lado, além de atuar por 44 horas por semana, os colaboradores podem aumentar o seu período de trabalho a partir de horas extras.

    Vale lembrar que os hotéis podem contratar trabalhadores intermitentes, ideal para serviços esporádicos com pagamento por hora.

    Sem dúvida, os gestores conseguem criar uma escala de fim de ano mais organizada e dentro dos parâmetros legais.

    Como funcionam as escalas de fim de ano em shopping?

    Da mesma forma que nas lojas de rua, no shopping existe um horário de funcionamento permanente, mas que inclui todos os dias da semana.

    No período de festas, alguns centros comerciais aumentam o horário de atendimento ao público e para as lojas significa mais chances de vendas.

    Por isso, o revezamento em escala entra em ação para que a empresa possa manter uma estrutura de atendimento eficaz de acordo com as leis trabalhistas.

    Como funcionam as escalas de fim de ano em lojas?

    Muitos lojistas com experiência no mercado ainda têm dúvidas sobre como criar uma escala de trabalho eficiente para o seu ponto de venda.

    Baseado na CLT e no limite da jornada de trabalho, a escala de revezamento funciona bem para as lojas, assim como para empresas do setor de indústrias.

    Essa escala pode encaixar diferentes funcionários dentro do horário de atendimento.

    Como funcionam as escalas de fim de ano em mercados?

    Da mesma forma que os shoppings ficam cheios no final do ano, os mercados recebem mais consumidores do que o normal.

    Todos em busca dos ingredientes tradicionais de cada região e isso torna a rotina de trabalho um desafio.

    Diante desse cenário, as empresas do varejo aumentam o quadro de funcionários para atender o público nas lojas.

    E como organizar escalas quando temos mais funcionários?

    Basta criar uma programação que favoreça os turnos com maior volume, e aproveitar o tempo mais calmo para ajustes nos detalhes.

    Como funciona a escala de fim de ano em hospitais?

    A tarefa de criar escalas de trabalho em hospitais durante o fim de ano é uma tarefa desafiadora.

    Considerando que os hospitais não fecham o atendimento ao público, como lidar com faltas, por exemplo?

    Por isso, as escalas permitem remanejar médicos rapidamente quando acontece algum imprevisto.

    Sem dúvida, a tarefa da gestão é garantir que, mesmo com mudanças repentinas, os profissionais cumpram os horários sem infringir as leis.

    Como funcionam as escalas de fim de ano no setor de transporte?

    De acordo com a Lei do Motorista (13.103/2015), que apresenta as regras para profissionais de transporte rodoviário, a jornada tem o mesmo número de horas diárias: 8.

    Com o aumento da demanda por viagens no fim do ano, as empresas precisam criar escalas que possam atender a todos, sem sobrecarregar a jornada de trabalho do motorista.

    A legislação do Brasil ainda permite que cada profissional deste setor possa incluir entre 2 e 4 horas extras, no máximo.

    Como funciona a escala de fim de ano no setor de turismo?

    Durante todo o mês de dezembro, especialmente do dia 20 em diante, todas as empresas que atuam no setor de turismo precisam ter suas escalas de trabalho planejadas.

    Deixar de ter um profissional na equipe nesse momento pode significar um impacto grande no faturamento da empresa no final do mês.

    Por isso, manter o quadro de colaboradores sempre preenchido durante o período deve ser o principal objetivo.

    O que diz a CLT sobre jornada de fim de ano?

    Apesar de ter um capítulo exclusivo dentro da CLT referente a escalas de trabalho, não há registros específicos para a jornada de fim de ano.

    Ou seja, a duração do tempo de trabalho não se altera devido ao período de maior demanda, assim como seu tempo de descanso.

    Para cada hora extra, a empresa paga um valor adicional ao funcionário.

    Além disso, o artigo 66 da CLT estabelece o intervalo obrigatório de 11 horas consecutivas de descanso para os trabalhadores.

    Já o artigo seguinte, o 67, garante o descanso semanal remunerado de 24 horas, normalmente aos domingos.

    Recentemente, a reforma trabalhista alterou algumas regras e criou outras como a jornada 12×36.

    Hoje esse tipo de acordo pode ser feito entre empresas e colaboradores, com intervalos de repouso que podem chegar a 2 horas diariamente.

    Assim, lembre-se de montar uma escala que atenda às necessidades da empresa, sem esquecer dos direitos e do bem-estar dos trabalhadores.

    Horas extras e banco de horas na escala de fim de ano

    Nada melhor para a gestão de uma empresa do que planejar e organizar as horas extras e o banco e horas.

    Assim, as atividades necessárias para a demanda do fim de ano estarão adequadas no momento certo.

    Isso vale tanto para empresas que têm maior movimento quanto aquelas que veem sua demanda cair vertiginosamente.

    Portanto, quanto mais cedo o gestor identificar as atividades mais importantes para o fim de ano, melhor o resultado.

    Isto inclui o acerto de horas extras e também o restabelecimento do saldo de cada profissional com o banco de horas.

    Certamente, a equipe estará mais preparada para enfrentar o período se o seu líder conseguir organizar a escala de trabalho.

    De acordo com a realidade de cada empresa, o ideal é estar preparado para lidar com imprevistos e surpresas de última hora.

    Remuneração de fim de ano: como fazer?

    Naturalmente, as empresas que funcionam em dias de feriados civis e religiosos devem pagar a cada colaborador o dobro do valor de cada dia de trabalho.

    Veja o texto da Lei nº 605/49:

    “[…] Nos feriados civis e religiosos, a remuneração será paga em dobro, salvo se o empregador determinar outro dia de folga”.

    Em outras palavras, ou o colaborador recebe 100% de adicional na sua diária ou ele consegue um dia de folga.

    Como planejar a jornada e as escalas de fim de ano?

    Existem diferentes maneiras de planejar a jornada de trabalho e a escala ideal para suprir as demandas de cada negócio no final do ano.

    A partir de informações sobre o mesmo período em datas anteriores, os gestores conseguem projetar suas ações.

    Ou seja, definir a contratação de profissionais temporários, optar por dar férias coletivas ou recesso, por exemplo.

    Portanto, cabe ao gestor identificar o melhor caminho a agir com antecedência para evitar surpresas.

    Férias coletivas x Recesso: qual a diferença?

    Esta é uma dúvida muito comum para alguns trabalhadores, principalmente os que estão iniciando sua trajetória, não é?

    Por isso, precisamos esclarecer alguns aspectos importantes sobre esse assunto.

    As empresas podem incluir férias coletivas na jornada de fim de ano, assim como o recesso.

    No primeiro caso, a companhia define o começo e final das férias coletivas que serão descontados do período de descanso anual de cada trabalhador.

    Ou seja, a remuneração referente aos dias de férias também é paga aos profissionais e a empresa deve comunicar o Ministério do Trabalho.

    Por outro lado, o recesso funciona como uma folga coletiva nos dias que envolvem as festas de final de ano.

    Entretanto, esse modelo não inclui descontos em dias de férias ou na folha de pagamentos.

    Trabalho temporário x Trabalho efetivo: há diferença de direitos?

    A resposta definitiva para esta pergunta é: não. Porém, são diferentes de alguma forma.

    A contratação de mão de obra temporária inclui os mesmos direitos que o contrato de trabalho efetivo.

    Ou seja, remuneração, jornada de trabalho, valor da hora extra, descanso semanal, e todos os aspectos são iguais para ambos.

    Mas, existe uma diferença e ela se chama férias.

    De acordo com a lei brasileira, o contrato de trabalho temporário pode durar no máximo 180 dias.

    Portanto, não é possível atingir os 12 meses necessários para desfrutar do período de descanso remunerado.

    Existe impacto da escala de fim de ano nas férias?

    Na verdade, tudo depende do desempenho da empresa neste período do ano.

    Por exemplo, as atividades jurídicas são suspensas todo fim e começo de ano, não é?

    Se pensarmos nos escritórios de advocacia, seu funcionamento não faz sentido nessa época, concorda?

    Assim, para esse tipo de atividade corporativa, a escala de fim de ano pode significar férias coletivas e isso impacta nos dias de descanso posteriores.

    Por outro lado, uma loja de shopping precisa ampliar sua estrutura para atender o aumento de volume de clientes, certo?

    Consequentemente, as empresas preferem reter seus funcionários durante esse período e isso pode significar mudança de planos dos funcionários sobre suas férias.

    Benefícios da gestão de ponto para escala de fim de ano

    Sem dúvida, a tecnologia trouxe diferentes benefícios para as empresas e um deles é o controle de ponto.

    Já ficou claro o quanto é importante manter a organização da escala de fim de ano dos funcionários, não é?

    Atualmente, os gestores das principais empresas do Brasil e do mundo entendem que o controle de ponto digital traz mais do que simples dados.

    Isto é, a partir de um sistema automatizado o gestor consegue monitorar não apenas o período e desempenho de fim de ano, como de qualquer outro período.

    Quer saber quais os benefícios? Confira:

    • Maior agilidade em todo o processo
    • Administrar férias coletivas e períodos de recesso
    • 100% automatizado
    • Maior segurança para o registro do ponto
    • Visão e monitoramento em tempo real
    • Reduz chances de erro em registros e cálculos de pagamento

    Quer saber mais sobre sistemas inteligentes de gestão de empresas?

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