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Saúde mental no trabalho: como cuidar dos colaboradores?

O estresse e a depressão são comuns no trabalho, o que requer diversos cuidados com a saúde mental dos colaboradores. A pandemia e o alto índice de desempregos nos últimos meses, impulsionaram as inseguranças e incertezas referente a estabilidade em empregos, o que gerou diversos problemas econômicos e psicológicos.

De acordo com uma pesquisa do International Stress Management Association (ISMA), nove em cada dez brasileiros no mercado de trabalho apresentaram sintomas de ansiedade. Outro dado da mesma pesquisa revela que 47% dos entrevistados tiveram depressão.

Diante de um cenário tão delicado, como as empresas podem atuar para cuidar da saúde mental na empresa?

Para auxiliar o seu estudo, acompanhe os tópicos a seguir:

  • O que é saúde mental?
  • O que a lei diz sobre as doenças mentais no trabalho?
  • A importância da saúde mental no ambiente corporativo
  • O que as empresas podem fazer para cuidar da saúde mental de seus colaboradores?
  • Assédio Moral e Preconceito: como lidar?
  • Gestão e técnicas emocionais: autocuidado
  • O que o registro da jornada pode revelar sobre saúde mental?
  • Conclusão

    Excelente leitura!

    O que é saúde mental?

    A saúde mental pode ser entendida de duas maneiras: a primeira refere-se às reações de uma pessoa diante dos acontecimentos da vida, como alegria, amor, coragem, tristeza, raiva e frustração. Ela está ligada a forma como o indivíduo encara as várias exigências que a vida apresenta – desafios, ambições, ideais e emoções.

    O segundo tipo de entendimento sobre o termo “saúde mental” não está ligado apenas às reações externas dos seres humanos, mas também com a ausência de um transtorno mental, de acordo com a classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS).

    Ambas definições se referem à qualidade da saúde mental do ser humano. O contrário também é verdadeiro: a falta de saúde mental pode estar ligada ao estado emocional de experiências ruins, ou até mesmo de distúrbios da mente.

    A saúde mental faz parte da rotina de um indivíduo, que deve se comprometer constantemente com o seu bem-estar, equilíbrio psicológico, emocional e cognitivo (habilidades relacionadas à inteligência e percepções).

    No entanto, no âmbito empresarial existe uma co-responsabilidade no cuidado com a saúde mental do profissional e da organização. À exemplo disso, a disseminação do Covid-19 possibilitou diversas complicações emocionais das pessoas, o que necessitou apoio incisivo das empresas.

    Além disso, a pandemia impulsionou outros formatos de trabalho como home office e Anywhere office, que gerou adaptações na rotina dos profissionais, aproximando a vida profissional e pessoal num mesmo ambiente.

    Porém, a conscientização da saúde mental não é de hoje. Em 2014 já existia uma campanha brasileira chamada “Janeiro Branco”, com o objetivo de informar as pessoas sobre a importância de cuidar da saúde mental.

    Mas não foi a primeira ação institucional sobre o tema: em 1992, a Federação Mundial de Saúde Mental (World Federation for Mental Health) instituiu o dia 10 de outubro, como Dia Mundial da Saúde Mental, para chamar atenção do mundo, incluindo a sociedade e o governo.

    Como surgem as doenças mentais no trabalho?

    O ponto de partida dos problemas psicológicos no trabalho, estão ligados a vários gatilhos externos, como a forma em que o profissional é gerenciado – mas esse não é o único e principal fundamento para comprometer a saúde mental.

    As doenças mentais surgem devido a uma somatória de fatores como estresse, ansiedade, preocupação, medo e alta pressão, o que pode desencadear diversos problemas mentais.

    Mas para entender a origem dos problemas psicológicos, é necessário observar a sociedade atual. Hoje, as pessoas são marcadas pela individualidade e a busca pela sensação de realização e prazer.

    O trabalho pode significar um meio para uma pessoa se descobrir profissionalmente, ou seja, o que gosta de fazer, o porquê e o que se destaca por conta das suas habilidades.

    Outro ponto, é o trabalho visto apenas como uma necessidade, o que tem que ser feito para garantir a sobrevivência. Neste modo de percepção, nem sempre o profissional trabalhará com o que gosta, e na maior parte das vezes, esse é o principal fator para comprometer a sua saúde mental no ambiente corporativo.

    Entender o motivo da existência e sensação de propósito é essencial para cuidar da saúde mental. No livro “Por que fazemos o que fazemos?”, Mario Sergio Cortella aborda as aflições sobre trabalho, carreira e realização, além de guiar a mente para refletir qual é o ponto de partida para a tomada de ações.

    Quais as principais doenças mentais relacionadas ao ambiente de trabalho?

    De acordo com a OMS, o Brasil é o quinto país mais depressivo do mundo, e possui o maior número de pessoas ansiosas do planeta. São 9,3% da população, equivalente a mais de 18 milhões de brasileiros que convivem com a ansiedade.

    Em um comparativo sobre a quantidade de pessoas com ansiedade com profissionais em trabalho formal, o número é preocupante. Existem mais de 30 milhões de pessoas com carteira assinada no Brasil, de acordo com o último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Isto é, mais da metade dos trabalhadores podem ser considerados dentro do quadro de ansiedade. Todavia, fora as doenças mentais como ansiedade e depressão, as mais comuns no ambiente de trabalho são:

    Síndrome de Burnout

    Conhecido também como “Síndrome do Esgotamento Profissional”, é quando a pessoa se sente com uma exaustão extrema, estresse e esgotamento físico geradas por conta de situações desgastantes e com muita pressão no trabalho.

    Transtorno de pânico

    É definido por crises de ansiedade momentânea e intensa com forte sensação de medo ou mal-estar.

    Transtorno de somatização/ doenças psicossomáticas

    Quando a pessoa está com problemas na saúde mental e acaba desencadeando doenças físicas, causadas pela mente.

    Ansiedade

    As pessoas ansiosas sentem-se ameaçadas, bloqueadas e angustiadas, além de ser difícil de identificar o motivo do mal-estar.

    Depressão

    Quem sofre de depressão, pode passar do nível mais leve ao mais grave. A pessoa sente-se triste a todo momento e isso impede a realização das suas atividades diárias. Como consequência pode perder o interesse pela vida.

    O que a lei diz sobre as doenças mentais no trabalho?

    No Brasil, ainda não há leis que sancionam medidas de prevenção e gestão de riscos no ambiente de trabalho que afetem a saúde mental. Apesar disso, o Ministério do Trabalho apenas evidencia os cuidados à saúde física, logo, as organizações focam suas ações ao fator externo, somente.

    Em 2020, surgiu um projeto de lei na câmara dos deputados a fim de regulamentar os cuidados com a saúde mental nas empresas, dado à Lei 3588/20, mas ainda segue sem aprovação de todas as partes envolvidas.

    Para o assédio moral – um dos fatores que comprometem a saúde mental dos colaboradores –, está previsto no projeto de lei n° 4742/2001, aprovado pela câmara dos deputados em 2019, mas ainda está em processo de tramitação.

    A importância da saúde mental no ambiente corporativo

    Trabalhar com pessoas felizes traz mais satisfação nas atividades e torna ambientes mais leves. A alegria e felicidade são sentimentos administrados por cada pessoa, assim como a raiva e a tristeza, em situações que causam estranhamento.

    Os colaboradores que possuem maior controle emocional e autoconhecimento, conseguem lidar melhor com as diversidades e situações comuns no ambiente de trabalho.

    Indicadores de RH como taxas de absenteísmo e turnover passam a ser pontuais dentro da organização, pois os colaboradores sentem-se bem no ambiente corporativo onde estão inseridos.

    Se te perguntassem: como você imagina o cenário de trabalho em 2040, o que responderia? De acordo com a pesquisa do site Meio & Mensagem, feita com as gerações X e Z, 52% dos entrevistados disseram que os desafios serão tão grandes que será difícil manter o equilíbrio emocional.

    A jornada profissional não é fácil, requer muita flexibilidade e superação de desafios. Por isso, ter um cuidado com a saúde mental e praticar as soft skills, torna o profissional mais desejado pelos recrutadores.

    Do mesmo modo, empresas que cuidam do bem-estar e qualidade de vida das pessoas, tornam-se marcas empregadoras que conseguem atrair os melhores profissionais.

    Impactos das doenças mentais no trabalho

    Os transtornos mentais são as principais causas de afastamentos no trabalho. Foram mais de 37 mil pessoas afastadas das suas atividades por problemas psicológicos, como depressão e ansiedade, no ano de 2020.

    Além do afastamento do seu posto de trabalho, os colaboradores apresentam sinais durante a sua jornada profissional, como improdutividade, falta de interesse e desmotivação.

    Isso sem contar com as dificuldades que a empresa encontra dentro desse cenário, como aumento dos índices de absenteísmo, desgaste do clima organizacional, redução dos resultados individuais e coletivos, altas taxas de turnover e dificuldade para conquistar grandes talentos.

    Segundo estudos internacionais, a depressão está no topo da lista de auxílio-doença, seguido pela ansiedade. Ambas doenças geram um impacto de cerca de US$1 trilhão em perda de produtividade na economia global.

    Todos esses dados apresentam as consequências por não priorizar ou cuidar da saúde mental. Aliás, o cuidado da saúde é por uma causa maior: o bem-estar de todas as pessoas que são os melhores recursos das empresas.

    Fatores que comprometem a saúde mental nas empresas

    São diversas situações ocorridas no ambiente de trabalho que trazem inseguranças aos profissionais. Há aquele colaborador que vive com medo de ser mandado embora a qualquer momento, o que gera estresse constante e medo de errar.

    Lembra quando falamos que as pessoas têm a necessidade de se sentirem realizadas? Então, a falta de pertencimento à empresa ou departamento ou ser reconhecida como peça fundamental, são gatilhos para o desenvolvimento das doenças mentais.

    Se existem excessos de cobranças autoritárias, principalmente por metas inalcançáveis, como imagina que será a relação do colaborador com o seu supervisor? Nada maleável, pode-se supor. Isso compromete a saúde mental de ambos.

    Ter jornadas exaustivas e inflexíveis, causadas por um volume alto de trabalho, elimina a qualidade de vida do colaborador, e pela pressão de manter o emprego, acaba sendo aceito por ele, independente dos problemas futuros que virão.

    Não é por coincidência que o principal motivo pelo qual pessoas buscam novos empregos, seja por conta da liderança, conhecido também como assédio moral.

    Sobretudo, a falta de reconhecimento e valorização também são fatores que enfraquecem a proatividade dos colaboradores, comprometendo a saúde mental. Seja por dificuldades financeiras que levam a pessoa a procurar melhores salários no mercado, ou por não ser reconhecido referente aos seus feitos fora do esperado no trabalho.

    Sinais de doenças mentais: como identificar?

    As pessoas que estão passando por problemas psicológicos, dificilmente falarão sobre os seus sentimentos e dificuldades, principalmente no ambiente corporativo. Ainda mais admitir que estão com depressão ou tendo crises de ansiedade.

    Há aqueles que pensam que o transtorno mental é sinal de fraqueza, mas os problemas psicológicos podem acontecer com qualquer pessoa. Isso pode ocorrer por falta de substâncias ou hormônios que geram sentimentos de motivação, felicidade e satisfação, e quando o organismo não recebe esse fluxo, pode existir um quadro clínico de doença mental.

    É possível observar alguns sinais externos, como diminuição de atenção, concentração e desmotivação em realizar atividades que anteriormente eram feitas com prazer e ânimo, por exemplo. Do mesmo modo, há redução em seu rendimento e produtividade.

    A pessoa com problemas psicológicos possui inseguranças e incertezas causadas pela sensação de inutilidade, a falta de perspectiva em planejar o futuro, ficam introvertidas repentinamente e tem oscilações de humor.

    Sabe aquelas pessoas que se autocriticam e dão abertura à pensamentos negativos sobre todas as suas ações, e por consequência sofrem com isso? É exatamente o que acontece com as pessoas que têm distúrbios mentais.

    O que as empresas podem fazer para cuidar da saúde mental de seus colaboradores?

    As empresas devem acompanhar se o colaborador está suprindo suas necessidades fundamentais, sejam pessoais ou profissionais. Para ilustrar, a pirâmide de Maslow é o exemplo ideal do que é importante para um ser humano.

    Imagem retirada da Mindsight – Pirâmide de Maslow

    As corporações devem garantir ao colaborador suporte em todos os estágios de desgaste mental, desde a prevenção ao cuidado. Como resultado, conseguem dar o apoio adequado à saúde mental dos colaboradores.

    Em primeiro lugar, para cuidar da saúde mental dos colaboradores deve-se ter uma gestão eficiente com muito diálogo e empatia. Os líderes precisam estar preparados para lidar com situações em que o equilíbrio entre entregar resultados e entender os problemas pessoais do colaborador – devem ser administrados.

    Ao contrário do que é banalizado, o profissional ocupa um espaço social com “n” acontecimentos, que impactam diretamente na sua forma de agir e processar as coisas. Não se trata de dois indivíduos – um pra vida pessoal e outro para a profissional, o ser humano é único.

    Existem alguns tópicos que devem ser refletidos pelas empresas ao se tratar de saúde mental no ambiente corporativo. Confira:

    Checklist para cuidar da saúde mental dos seus colaboradores

    • Ter diálogo e empatia.
    • Compreender a necessidade do outro.
    • Oferecer benefícios que vão ao encontro da necessidade e expectativa do colaborador (atividades físicas, psicólogos, nutricionista, etc).
    • Acompanhar os indicadores de NPS (Net Promoter Score).
    • Taxas de turnover e absenteísmo.
    • Propor ações que fazem sentido para os colaboradores, como Day Off (dia de folga remunerada) ou jornada de trabalho flexível.

    Perguntas para buscar respostas

    • Como está o engajamento dos meus colaboradores?
    •  O clima organizacional da minha empresa está bom?
    • De que maneira o colaborador está chegando no trabalho e como ele está saindo?
    • E por último, qual é a marca que nós (empresa) deixamos na vida das pessoas?

    No Brasil, existem algumas empresas que adotam medidas preventivas para cuidar da saúde mental dos seus colaboradores. Por exemplo, a Netflix, permite que os colaboradores decidam seus próprios horários, dias de trabalho, período e tempo de férias para cumprir com a jornada profissional e direitos trabalhistas.

    A fintech, Koin – plataforma de pagamento, oferece aos seus colaboradores sessões de psicoterapia dentro do próprio escritório, no horário de expediente. Tal iniciativa surgiu por meio de uma pesquisa interna, onde os colaboradores apontaram a necessidade dessa ação.

    Infelizmente, a saúde mental não é prioridade em todas as empresas. Segundo a Great Place to Work, 21% dos líderes entrevistados acreditam que a liderança não precisa se envolver nas medidas preventivas da saúde mental e 7% acreditam que a questão da saúde é individual e que deve ser resolvida de modo particular, sem envolvimento de recursos ou programas da empresa.

    Política de bem-estar, inclusão e diversidade

    Quando a empresa possui uma política de bem-estar, ela está mais preparada para prevenir diversas situações que trariam o desgaste à saúde mental. Pode parecer complexo adequar-se ao tema, mas não é!

    A Employee Experience – Experiência do Colaborador – o conceito que surgiu dentro do RH 5.0, é adotar práticas para colocar o colaborador no centro, a fim de proporcionar uma experiência única e encantadora. Desta forma, é possível praticar ações saudáveis à empresa e ao profissional.

    A política de bem-estar alinhada com a inclusão e diversidade traz grandes resultados à corporação.

    Ao olhar ao seu redor você vê pessoas diferentes de você?

    Isso impacta em obter ideias e pensamentos distintos, além de melhorar pontos como, acessibilidade e ações necessárias sobre respeito e cultura dentro da empresa.

    Contudo, as soluções mais comuns das grandes empresas, têm sido embasadas na abertura de vagas especiais para certos grupos sociais, como negros e membros da comunidade LGBT, e uma política interna inclusiva.

    O cuidado sobre a saúde mental no recrutamento e seleção

    O RH (Recursos Humanos) é o departamento que mais possui acesso aos colaboradores de uma organização. Através do setor, é realizado o primeiro contato com novos talentos e retenção do quadro atual, inclusive os cuidados com a saúde mental devem surgir desde o recrutamento e seleção dos novos colaboradores.

    Hoje, o que as empresas mais prezam é o candidato dar “match” com a cultura da empresa. O Fit Cultural, deve estar bem alinhado entre ambos, para que as expectativas e o senso de pertencimento caminhem na mesma direção e evoluam.

    Utilizar métodos e testes que identifiquem o status da inteligência emocional do candidato – teste de QE, é uma forma de contratação mais assertiva.

    Como o teste QUATI, que tem como objetivo descobrir a flexibilidade e adaptação do candidato em diversas situações corporativas e problemas interpessoais, o que ajuda a identificar as habilidades do profissional.

    A inteligência artificial auxilia na identificação de habilidades que a empresa precisa que o colaborador tenha, dentro do seu escopo de trabalho. De tal modo, é importante compreender a cultura organizacional, missão, visão e valores, bem como os próximos caminhos da corporação para desta forma, ser assertivo nas contratações.

    Assédio Moral e Preconceito: como lidar?

    O assédio moral, que é a exposição de alguém a situações humilhantes e constrangedoras, de forma repetitiva e prolongada, é comum em diversas empresas.

    Quando alguém num cargo maior, usa sua posição na hierarquia para impor ações constrangedoras, é um abuso no trabalho. Da mesma maneira, o colaborador pode ser vítima de preconceito, seja pelo seu sotaque, cor, forma de se vestir ou se expor.

    Nesse ínterim, o RH deve ter um canal de denúncias, onde o colaborador possa falar sobre o que está acontecendo, como está se sentindo e o quanto isso está impactando nas suas atividades.

    Até onde vai a responsabilidade da empresa?

    Acima de tudo, a empresa deve prestar suporte emocional ao colaborador e oferecer canais para cuidar da sua saúde mental. Quando os abusos e preconceito no trabalho passam a ser recorrentes, a empresa deve tomar medidas para cessar os problemas.

    A empresa tem um papel muito importante na vida social de uma pessoa, por isso, além de escolher o candidato que considera ideal para a organização, deve-se atuar em diversas frentes para tentar garantir o máximo de bem-estar e felicidade do profissional, por meio de dinâmicas, exame admissional e psicotécnico.

    Gestão e técnicas emocionais: autocuidado

    Cada pessoa pode implementar técnicas e atividades para conseguir ter mais gestão das suas emoções, conhecer suas limitações e habilidades.

    O conjunto de “auto” é essencial nesse processo: autocuidado, autodesenvolvimento e autoconhecimento. Nesta busca, existem alternativas como fazer cursos de autoconhecimento e terapia para desenvolver as habilidades de inteligência emocional.

    O principal fator para as pessoas adoecerem mentalmente, é por estarem despreparadas para lidar com a pressão do trabalho.

    Como cuidar de colaboradores que apresentam sinais ou têm distúrbios?

    A conversa é o melhor caminho para ajudar quem está passando por problemas psicológicos. No entanto, existem ações que auxiliam o processo de recuperação do colaborador.

    É importante que a empresa incentive o acompanhamento de especialistas psicológicos. Para muitas pessoas, ainda é um tabu passar por psicólogos e psiquiatra – dependendo do caso.

    Outro ponto aplicável, é incentivar o descanso, além da liderança se preocupar com atividades fora do trabalho para aquele colaborador, permitindo que ele tenha tempo para si.

    Contudo, o colaborador que se encontra nesta situação, não deve ser alvo de preconceito ou tratativas de pena. O ponto é entender que é um momento de fragilidade na saúde e deve ser cuidada por todos.

    Links Úteis

    Procure quem possa ajudar diante os problemas psicológicos, ninguém pode passar por isso sozinho!

    Mapa Saúde Mental

    Prontos-socorros psiquiátricos mantidos pelo SUS.

    Canais de comunicação e prevenção ao suicídio – CVV (Centro de Valorização da Vida) e os CAPS (Centros de Atenção Psicossocial).

    Para surtos e tentativas de suicídio, se deve ligar para o SAMU (192). E caso tenha situações com ideação suicida contatar o CVV (188).

    Dicas de como cuidar da saúde mental dos seus colaboradores

    Na prática, cuidar da saúde mental requer pequenas mudanças no dia a dia para lidar com as situações imprevistas da vida pessoal e profissional.

    Quando alguém aumenta a voz com você, como reage? Fica acuado e não demonstra reação ou o seu comportamento é aumentar a voz?

    Essas respostas são adquiridas por meio do autoconhecimento, por isso, é importante lembrar deste assunto aos seus colaboradores.

    Além da participação de lives, webinars e rodas de conversa sobre maneiras para cuidar da saúde mental, abaixo separamos algumas dicas para colocar em prática, retirada da live com a psicóloga Flávia Canfield para a Ponto Icarus.

    O que acha de enviá-las aos seus colaboradores?

    Dicas para cuidar da sua saúde mental

    1 – Não se cobre demais (faça o que está no teu controle) e não cobre demais os outros (não julgue e não compare).

    2 – Não pare de cuidar de você (autocuidado, autoamor).

    3 – Planeje seu dia, tenha uma rotina.

    4 – Cuide da sua alimentação (seja o mais saudável possível).

    5 – Pratique atividade física (sim, você tem 30 minutos por dia, faça aquela que te faz sentir bem).

    6 – Tenha qualidade no sono. Desconecte-se de tudo pelo menos 1 hora antes de descansar (mecanismos de reparação).

    7 – Preste atenção no presente – Mindfulness, é a atenção plena.

    8 – Desafie-se (faça algo novo).

    9 – Divirta-se (saboreie essa diversão).

    10 – Pratique a gratidão (03 motivos diários de gratidão escritos em um caderno, no horário da noite)

    Praticar pequenas ações diariamente, fomentam para ter uma melhor saúde mental e qualidade de vida.

    Agora, as ações que a empresa pode implementar para cuidar da saúde mental são:

    • Dias sem reunião: dependendo do setor de atuação da empresa, não são todos os dias que há necessidade de ter reunião, não é mesmo?
    • Acompanhar os colaboradores mais de perto: mas cuidado com o excesso, pois isso não significa mandar mensagens constantemente para saber o que estão fazendo.
    • Faça pesquisa de clima organizacional
    • Estabeleça metas claras e alcançáveis
    • Ofereça benefícios legais: o feedback “que benefícios legais!” devem vir da maioria dos colaboradores.
    • Jornada flexível: se a empresa não possui uma jornada flexível (home office ou modelo híbrido) que tal estar aberto para essa nova possibilidade?
    • Tenha um ambiente amigável e acolhedor: esse é um tópico que deve ser desenvolvido por todos da equipe, principalmente por meio da comunicação interna.

    Como criar um programa de bem-estar na empresa?

    O programa de bem-estar parte de três pilares: mental, físico e financeiro do colaborador. A empresa que preza uma política de bem-estar, não perde talentos desejados para o mercado, retém o seu time e ainda diminui os problemas de saúde mental.

    Para estabelecer um programa de bem-estar com êxito, a empresa deve considerar os tópicos abaixo:

    • Traçar o perfil dos seus colaboradores por meio de pesquisas e observação.
    • Estabelecer o Fit Cultural da empresa.
    • Identificar as ações saudáveis para a saúde financeira da empresa (capital e próximos passos).
    • Implantar ações que realmente sejam alinhadas com a necessidade do time – por exemplo: home office 2x por semana, Gympass etc).
    • Mensurar o resultado e feedback do que foi implementado.
    • Acompanhar o desenvolvimento a curto, médio e longo prazo.
    • Propor alternativas para contribuir com a renda mensal do colaborador, assim como meios para o desenvolvimento profissional, faz com que a escala de preocupações seja redirecionada.

    O que o registro da jornada pode revelar sobre saúde mental?

    Acompanhar a jornada de trabalho do colaborador – período em que realiza as atividades da sua função, gera uma base de indicadores para avaliar se ele está se desenvolvendo ou sendo produtivo. Caso apresente uma alta taxa de absenteísmo, o colaborador pode estar tendo algum problema pessoal ou no próprio ambiente de trabalho.

    Entretanto, os indicadores só são visualizados, ao serem mensurados por meio de algum método. Pela lei, a empresa deve registar e armazenar a jornada de todos os seus colaboradores, por meio desse registro, é possível analisar diversos KPIs.

    Por fim, ao invés de fazer o controle e gestão da jornada do colaborador manualmente, hoje existem diversas possibilidades para tornar mais prático e seguro essa atividade.

    A Ponto Icarus é uma plataforma, que pode ser acessada tanto pelo celular como pelo navegador para registrar e realizar a gestão do ponto. A falta de internet não é um empecilho, o app da Ponto Icarus permite que o colaborador bata o ponto mesmo sem acesso à internet.

    Saiba mais no nosso site.

    Conclusão

    Neste artigo, você aprendeu sobre como a saúde mental impacta a empresa e o indivíduo em todos os seus papéis sociais.

    Foram abordados os principais passos para lidar com a saúde mental no ambiente corporativo, desde ações pessoais quanto práticas corporativas.

    Em suma, a saúde mental é corresponsabilidade de todos, assim como o combate à psicofobia (pessoas que possuem preconceito contra pessoas com transtornos mentais), assédio moral e preconceito dentro das empresas.

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  • Elisabeth Botelho

    Jornalista e produtora de conteúdo na Ponto Icarus

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