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Home Office: como funciona a modalidade que transformou o trabalho?

Não existem “receitas prontas” para lidar com novidades, mudanças sobre o trabalho, ou pandemias, ainda mais quando se fala em home office. Tal modalidade transformou o modus operandi das empresas e trouxe diversos prós e contras para o mercado.

Mais de 8 milhões de pessoas trabalharam em home office no ano de 2020, contra um cenário de 3,8 milhões em 2018, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Mesmo após os primeiros lockdowns que obrigaram as empresas a reagirem imediatamente, o home office chamou atenção do mercado de trabalho. Empresas de todos os tamanhos optaram por manter esse regime como padrão para seus colaboradores e futuros candidatos.

Ainda assim, existem muitas dúvidas a respeito deste modelo de trabalho, que requer gestão e muita atenção aos detalhes. 

Para te ajudar nesta jornada de aprender mais sobre o home office na prática e em termos legislativos, acompanhe os tópicos abaixo. 

  • O que é home office?
  • Como funciona o trabalho em home office?
  • Modelos de trabalho
  • O que a lei diz sobre o home office?
  • Vantagens e desvantagens do home office
  • Quais características uma pessoa que trabalha em home office deve ter?
  • Como funciona o registro de ponto no home office?
  • Conclusão

    Ótima leitura!

    O que é home office?

    Home office significa “escritório em casa”, mas também é conhecido como teletrabalho, trabalho remoto e trabalho à distância. Esta é uma modalidade de trabalho onde o colaborador desenvolve a sua jornada profissional em um local fora de um escritório empresarial.

    Várias empresas têm estudado o modelo home office para adaptar o trabalho remoto ao perfil de seus colaboradores. Tanto em termos práticos como burocráticos, existem algumas diferenças.

    A exemplo, a legislação determina regras diferentes para home office e teletrabalho, saiba mais em: Regras Trabalhistas do Home Office.

    Por mais que o nome se refira a ter um escritório em casa, o home office permite que o trabalho seja executado em qualquer lugar geográfico. Basta ter acesso a internet e aos equipamentos eletrônicos necessários, como computador e celular/telefone, para realizar as funções.

    Quando falamos em qualquer lugar geográfico, o sentido da palavra é literal. Com a nova modalidade de trabalho, o profissional pode morar em qualquer estado, país, ou trabalhar em lugares confortáveis e inspiradores, como cafeterias, parques e coworking – espaços compartilhados com profissionais de diversas empresas.

    O primeiro home office ocorreu nos Estados Unidos em 1857, por conta do telégrafo (aparelho de comunicação da época). O modelo de trabalho era considerado mais uma tendência do que uma realidade no mundo. Somente em 1997 surgiu a modalidade no Brasil – acompanhando o marco histórico da popularização do acesso à internet e computadores no país.

    Como funciona o home office?

    Quando os colaboradores trabalham longe das corporações, é comum que a rotina passe por mudanças. O novo desafio é encontrar novas formas para lidar com a gestão das atividades, o que se tornou um exercício diário dos gestores.

    Foram mais de 8 milhões de brasileiros que passaram a trabalhar de forma remota no ano de 2020, de acordo com o estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada). Ou seja, apenas 11% dos trabalhadores do Brasil atuaram nessa modalidade – de maio a novembro.

    Diante desse contexto, o home office funcionou e pode funcionar de diversas maneiras dentro da jornada de trabalho do colaborador. A aplicação pode ser em um determinado período do dia.

    Por exemplo: Maria trabalhou durante a pandemia do Covid-19 somente das 14h às 18h em home office e a parte da manhã (das 8h às 12h) realizava a sua jornada na empresa.

    Outra forma de realizar o home office se trata da presença física na empresa somente em alguns dias da semana. Eventualmente, Maria também teve a oportunidade de ir ao escritório na terça e quinta, o restante dos dias da semana trabalhou em casa.

    Enfim, o período integral (full time), conta com uma jornada de trabalho todos os dias em home office. Esta modalidade trouxe mudanças em como o gestor avalia o desempenho dos colaboradores (por entregas ou jornada de trabalho).

    Sem dúvidas, o home office possui diversos benefícios, como otimização do tempo, por evitar locomoção até o trabalho. E a flexibilidade de horários, mesmo que dependa da cultura organizacional da empresa, é um fator considerável para muitos profissionais.

    Modelos de trabalho

    Se você verificar em seu bairro, diversas empresas entregaram o ponto comercial para aderir ao home office. Ao mesmo tempo, muitos destes prédios reformularam a venda/ aluguel de escritórios e transformaram-se em ambientes de trabalho compartilhados. 

    A tendência do coworking já existia, tanto no exterior quanto no Brasil. Acontece que a pandemia acelerou tal transformação e hoje as empresas consideram o trabalho fora do escritório, uma realidade. 

    Para profissionais mais engajados com esta ideia, a adesão deste tipo de local de trabalho é importante para o melhor desenvolvimento profissional bem como a troca de experiências– o famoso networking. 

    Em contrapartida, entregar o escritório físico e aderir ao espaço compartilhado se torna mais barato, e com alto custo benefício para empresas que vão continuar com o modelo home office.

    Todavia, algo importante para se levar em consideração se trata do tipo de trabalho, perfil dos profissionais e do modelo de trabalho. Veja a seguir uma breve descrição de tais modalidades.

    Anywhere office (Híbrido)

    O modelo de trabalho híbrido ou Anywhere office é aquele que permite o home office durante alguns dias da semana, e presencial nos outros.

    De acordo com uma pesquisa realizada pela consultoria de recrutamento Robert Half com 1.500 empresas no Brasil, Alemanha, Bélgica, França e Reino Unido, para 95% dos entrevistados, o modelo Anywhere office é uma tendência permanente do mercado de trabalho.

    Presencial

    Já o modelo de trabalho presencial, é aquele que os colaboradores trabalham nos espaços disponibilizados pela empresa.

    Home Office (full time)

    O home office full time, ou trabalho à distância em tempo integral, é o formato onde o colaborador atua fora das dependências da empresa, seja em sua casa ou em espaços coworkings.

    Diante de todas as mudanças de formato de trabalho, é comum que o home office tenha ficado mais denso e recorrente, embora as empresas ainda tenham dúvidas sobre as condições, o que é dever da empresa e do colaborador perante ao trabalho remoto.

    Para responder essas questões, sejam legislativas, comportamentais ou sobre a gestão em si, leia os próximos capítulos.

    O que a lei diz sobre o home office?

    Para entender o que a legislação aponta sobre o home office, é importante saber que a lei se refere ao termo como “teletrabalho“. Além disso, durante a pandemia foram implantadas medidas provisórias que previam condições sobre o trabalho remoto.

    Essas medidas encontram-se no nosso artigo sobre as regras trabalhistas voltada ao home office.

    A legislação trabalhista aponta somente o artigo 6º da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) referente ao tema, e descreve que não deve haver nenhuma distinção nos direitos do colaborador de acordo com o formato da sua jornada profissional, desde que seja acordado com a empresa.

    “Art. 6° Não se distingue entre o trabalho realizado no estabelecimento do empregador, o executado no domicílio do empregado e o realizado a distância, desde que estejam caracterizados os pressupostos da relação de emprego.”  

    Na reforma trabalhista de 2017 houve a inclusão de um novo capítulo dedicado ao teletrabalho (home office), presentes nos artigos 75-A a 75-E.

    Nesse sentido, o mercado de trabalho recebeu condições legislativas referentes à infraestrutura e pontos que devem ser fiscalizados pelas empresas, como por exemplo, cuidados com a saúde e condições de trabalho dos colaboradores.

    Mas e aí, quais são as regras do trabalho remoto?

    Direitos

    Conforme previsto no artigo 6° da CLT, o colaborador tem os mesmos direitos daqueles que atuam nos espaços da empresa. Ou seja, salário, 13º, férias, FGTS e outros benefícios alinhados em contrato.

    Jornada de trabalho

    A lei não é muito detalhista ao abordar a jornada de trabalho do profissional. Porém, já que a legislação aponta que não há distinção entre os modelos de trabalho (home office, presencial e modelo híbrido), esse tópico deve ser acordado entre o colaborador e a empresa. É importante que seja definido em contrato de trabalho se a jornada do profissional será pela carga horária ou por projetos entregues.

    Outro ponto, é que não há previsão para pagamento de horas extras, e nem qual seria a melhor forma para o gestor controlar e gerenciar os registros de pontos. As regras sobre ponto eletrônico continuam as mesmas.

    Desta forma, contar com um parceiro de sistema de ponto online é uma solução, principalmente para auxiliar a gestão do colaborador das horas a mais.

    Benefícios (VR, VA e VT)

    Os benefícios como VR (vale-refeição) e VA (vale-alimentação) são regulamentados por meios de acordos coletivos e sindicatos, por isso, a permanência desses benefícios na modalidade depende das instituições.

    Já o VT (vale-transporte) pode ser retirado, já que o trabalhador não vai se locomover até a empresa.

    Infraestrutura

    Umas das responsabilidades da empresa é garantir a execução das atividades do colaborador, e isso pode contar com envios de equipamentos e insumos, ajuda com contas, como: luz, internet e telefone.

    Portanto, todas as medidas são acordadas entre ambas as partes, e a lei permite essa negociação.

    Contrato

    Para os colaboradores que antes eram presenciais e que passaram a atuar em home office, a empresa deve providenciar um novo contrato para o colaborador abordando novas cláusulas sobre o trabalho à distância.

    Saúde

    A saúde física deve ser fiscalizada pela empresa, a fim de tomar as medidas necessárias para garantir a segurança dos seus colaboradores, conforme consta no artigo 75-E, da reforma trabalhista.

    “Art. 75-E. O empregador deverá instruir os empregados, de maneira expressa e ostensiva, quanto às precauções a tomar a fim de evitar doenças e acidentes de trabalho.”

    Mas não podemos deixar de mencionar a necessidade de cuidar da saúde mental dos colaboradores – um dos principais temas discutidos durante a pandemia Covid-19 e o maior problema da sociedade dos últimos tempos. 

    Vantagens e desvantagens do home office

    Para alguns, trabalhar em home office é o sonho, já para outros é um grande desafio. A perspectiva sobre esta modalidade não é unânime por vários motivos que impactam a rotina do profissional de forma positiva ou negativa.

    Mesmo com ônus e bônus, pesquisas apontam que mais de 78% dos profissionais consideram manter o home office no pós-pandemia, conforme o estudo da FEA.

    Apesar da preferência de tal modelo, o empregador precisa oferecer uma experiência positiva ao colaborador. Por isso, as empresas têm adotado estratégias para melhorar a qualidade de vida das pessoas, até mesmo para intensificar a marca empregadora.

    Tal método chama-se “Employee Experience”, em português, Experiência do Colaborador, que gerencia o modo como a empresa proporciona uma vivência positiva ao colaborador.

    Ainda que a empresa forneça auxílio tangível (estrutura, ferramentas e treinamentos), existem as ações intangíveis capazes de desenvolver e cuidar da saúde mental dos colaboradores, como apoio com psicólogos e médicos.

    É importante ressaltar que a prática de cuidar e melhorar o ambiente de trabalho serve tanto para o trabalho presencial quanto para home office. 

    Vantagens do home office

    De acordo com uma pesquisa realizada pela Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP) e pela Fundação Instituto de Administração (FIA), 81% dos entrevistados afirmaram que a produtividade ao trabalhar em casa é maior ou igual à da atividade presencial.

    Outro fator interessante a ser notado sobre os profissionais que trabalham em home office, é a melhora na qualidade de vida do colaborador, já que por vezes não é necessário a locomoção, e a alimentação pode ser melhor planejada.

    Mesmo longe do escritório, cabe a empresa verificar e acompanhar o estado de saúde físico e psicológico do colaborador. Caso o profissional tenha condições adequadas para realizar o trabalho, a produtividade e qualidade da execução é um fator positivo que se pode atribuir ao conforto do home office.

    As vantagens estão ligadas ao perfil do profissional, pois cada pessoa valoriza e possui atividades específicas em sua rotina. Ao decorrer deste artigo, você conhecerá o perfil do profissional que atua em home office.

    Desvantagens do home office

    Assim como nem tudo é perfeito, o regime tem a porcentagem de rejeição, por mais que seja a minoria. Ainda de acordo com a pesquisa citada anteriormente, apenas 14% dos entrevistados querem voltar ao escritório.

    As desvantagens do home office podem ser causadas por falta de soft skills importantes para o profissional, ou até mesmo a ausência de suporte e gestão das empresas. 

    Os dados apontam que apenas 29% das empresas fornecem ajuda de custo com internet e 13% com conta de energia, segundo a pesquisa da USP.

    Os motivos que causam o desconforto do home office são:

    • Excesso de trabalho (fora da jornada profissional);
    • Perda da privacidade pessoal (por conta da presença dos familiares);
    • Sentir-se só;
    • Falta de autogestão do tempo (pessoal, como realizar refeições, e profissional, como realizar entregas);
    • Má estrutura e equipamentos inadequados;
    • Desatualização profissional em processos gerenciais e troca de experiências entre a equipe.

    Quais características uma pessoa que trabalha em home office deve ter?

    O perfil do profissional que atua em home office, está mais associado ao conjunto de soft skills (habilidades comportamentais) que possui, ao invés das hard skills – conhecimentos técnicos – formações que adquiriu ao decorrer da sua carreira.

    Essas características estão ligadas às habilidades do profissional do futuro, que tem por definição ser múltiplo, dinâmico e adaptável. Portanto, o profissional almejado consegue lidar com as situações cotidianas com autoresponsabilidade e empatia.

    Além disso, elas são desenvolvidas e maturadas, ou seja, se você ainda não possui o nível em que gostaria, vale aplicar técnicas e o autoconhecimento para melhorá-las.

    Inteligência emocional

    A inteligência emocional é um dos principais requisitos para a contratação de profissionais, especialmente aqueles que trabalham com pouca supervisão. Isto se torna essencial para lidar sobretudo com situações externas que requer o controle das emoções, e comunicar o que se deve da melhor forma com empatia.

    Escuta ativa

    Saber escutar o próximo sem bloquear o seu pensamento criativo, principalmente em reuniões online. Este ponto requer atenção, pois existem diversas distrações que não se pode impedir no home office.

    É necessário que o profissional tome um tempo para realizar chamadas de vídeo com seus colegas, pois a mensagem de texto pode interferir no entendimento da tarefa, ou mesmo atrapalhar a entrega.

    Gerenciamento de Tempo

    A autogestão do tempo é fundamental e está presente diariamente na vida do colaborador em home office. Na maioria das suas atividades, ele é quem irá gerenciar de acordo com as suas prioridades de entregas. Para isso, ele também pode contar com diversas ferramentas, como Trello e Toggl Track.

    Habilidades para ser multitasking (multitarefa)

    Antes da explicação deste ponto, precisamos ressaltar que nosso cérebro não é multitarefas. Significa dizer que não podemos executar uma tarefa plenamente se existem outras demandas a serem executadas ao mesmo tempo (com a mesma prioridade ou prazos, por exemplo). Aqui mencionamos o “multitarefas” no sentido de abordar um profissional que realiza diversas tarefas distintas no seu dia a dia.

    O dinamismo interessante para alguém assim, é que se saiba “ligar e desligar a chave” de um assunto para o outro, sem perder o nível de produtividade e foco. Esta é uma habilidade que poucos possuem, mas primordial para departamentos dinâmicos.

    Capacidade de planejamento e execução

    Muitas vezes, é o profissional que planeja seu dia, logo, saber o tempo aplicado em cada demanda alinhado ao prazo de entrega, evita frustrações e descumprimento com o que foi solicitado.

    Criatividade

    A criatividade não é importante apenas para criar projetos e soluções inovadoras, mas ela está presente no dia a dia, por meio de pequenas atitudes tomadas ao encontrar ferramentas que resolvam um problema que está tomando muito tempo, por exemplo.

    A criatividade não é reinventar a roda, mas sim, encontrar maneiras e soluções simples que façam a diferença.

    Flexibilidade (adaptação para mudanças rápidas)

    O home office precisa de profissionais com o perfil de flexível, no entanto, a empresa também precisa ser.

    Por exemplo, durante a pandemia covid-19, ao invés de demitir alguns dos colaboradores por conta de setores fechados por causa da medida de segurança pública, a Nestlé realizou remanejamento de profissionais e setores.

    Essa medida trouxe a atuação de novos profissionais para uma nova área, e desafiou positivamente seus profissionais para serem mais flexíveis.

    Como funciona o registro de ponto no home office?

    Os colaboradores no regime CLT em home office se enquadram na obrigatoriedade de ter a jornada de trabalho de 44 horas semanais e dentro de todos os regulamentos da legislação trabalhista.

    Contudo, um dos principais problemas das médias e pequenas empresas que estavam acostumadas ao formato manual do registro de ponto se trata dos processos trabalhistas. Houve uma grande quantidade de processos no ano de 2020 sobre horas extras e jornada de trabalho, e o número aumentou em 2021.

    No home office, a melhor alternativa é adotar formas de registrar o ponto e gerenciá-lo numa única plataforma, assim se garante a praticidade ao seu colaborador.

    Por meio de aplicativos e navegadores, os sistemas de ponto eletrônico online são uma excelente opção. Todos os colaboradores podem registrar o ponto através do reconhecimento facial, ou através de um clique, o que traz facilidade e segurança para a empresa e para o colaborador.

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    Conclusão

    Neste artigo, você descobriu o significado e conceito do formato de trabalho desejado por muitos profissionais. Em suma, o home office na prática e também como a legislação trabalhista é aplicada nesta modalidade, incluído com a reforma trabalhista de 2017.

    Por fim, conheceu o perfil do profissional de home office e como funciona o registro de ponto nesta modalidade.

    Obrigada por finalizar mais uma leitura do blog Ponto Icarus! Te espero para a próxima!

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  • Elisabeth Botelho

    Jornalista e produtora de conteúdo na Ponto Icarus

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