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Feedback: o que é, quais os benefícios e como aplicar na sua empresa

Já ouviu ou disse a frase “me dá um feedback“? Esta expressão se tornou tão corriqueira em nosso cotidiano que fica difícil acreditar que a palavra não é originária de nosso vocabulário.

De fato, feedback é um vocábulo originário da língua inglesa que significa opinião, retorno, avaliação ou comentário.

Em Recursos Humanos, em essência, fornecer um feedback é avaliar alguém a respeito de algo.

Porém, o feedback é muito mais do que um mero instrumento de avaliação. Ele também serve, no âmbito empresarial como uma importante ferramenta para a gestão de equipes, medição de resultados e otimizações para melhorias contínuas.

E como é possível que se alcancem tantas melhorias através de uma avaliação? Porque ele melhora a comunicação nas organizações.

Nesse sentido, por se tratar de um instrumento de comunicação, a retroalimentação é composta por mais do que palavras.

Por isso, com base na atuação do RH, existem os tipos de feedback e as técnicas para fornecê-los.

Também, há as pessoas certas para dar algum tipo de “retorno” dentro das empresas, e as formas de implementar a cultura deste tipo de avaliação.

Desse modo, para facilitar sua leitura e compreensão do nosso vasto conteúdo sobre esse tipo de comunicação, seus benefícios e como aplicá-los em sua empresa, apresentamos os seguintes tópicos:

  • O que é feedback?
  • Quais são os tipos de feedback?
  • Qual a importância do feedback para o crescimento da empresa?
  • 8 passos para construir um bom feedback
  • Técnicas para aplicar um feedback assertivo
  • Como implementar a cultura do feedback na empresa?
  • Conclusão

    Boa leitura!

    O que é feedback?

    Conforme já afirmamos, o feedback é uma palavra inglesa que pode se referir aos comentários ou avaliações a respeito dos resultados obtidos em determinada atividade.

    Porém, algo que não se deve esquecer sobre tal retroalimentação é que ele é uma comunicação e não uma palestra. Portanto, não se deve começar o diálogo tendo certeza da conclusão.

    Ainda, é importante lembrar que ele é uma via de mão dupla: ninguém dá ou recebe uma avaliação sozinho.

    Quando o termo feedback ou retroalimentação surgiu?

    O termo feedback ou retroalimentação surgiu pela primeira vez no século XVIII por volta de 1860, durante a Revolução Industrial.

    Naquela época, o termo definia como a produção de energia, movimento e sinais de saída retornavam ao ponto inicial de um sistema mecânico.

    Porém, após a Segunda Guerra Mundial, a expressão passou a ser conhecida com o significado que tem hoje.

    Quais são os tipos de feedback?

    Pode parecer novidade para muitos, mas não existe apenas um tipo de feedback.

    Assim, quando se trata do termo aplicado aos Recursos Humanos, existem vários tipos de feedback. Os mais conhecidos são feedback positivo, feedback negativo, construtivo, pessoal, profissional, insignificante e ofensivo.

    Vamos falar mais detalhadamente de alguns a seguir.

    Feedback positivo

    Ah, como é bom receber um elogio, não é mesmo? O reconhecimento do trabalho bem feito vale todo o sacrifício!

    E, sem dúvida, elogiar também é uma grata tarefa! Afinal, a satisfação de seu colaborador ou equipe quando tem seus esforços apreciados não deixa de refletir em nos líderes, ou em quem aplica um feedback.

    Porém, é importante ressaltar que o feedback positivo não deve se voltar apenas ao resultado, e sim exaltar também o processo.

    Por isso, ao dar um feedback positivo, deve-se focar no desempenho, aprofundando a análise da ação para que, quando for repetida ou em oportunidade semelhante, as lições recebidas possam ser utilizadas para uma performance ainda melhor.

    Feedback negativo

    Apesar de ser um tipo de retorno difícil de ser dado, o feedback negativo é de grande importância.

    Ele é imprescindível para ser aplicado aos colaboradores e equipes que não atingem suas metas ou objetivos ou quando têm atitudes fora do esperado.

    Além disso, como envolve cobranças de resultados ou correções de postura, precisa ser realizado com seriedade, rapidez, respeito e, ao mesmo tempo, sensibilidade.

    O feedback negativo jamais pode gerar conflitos entre as partes, sob pena de se tornar assédio moral.

    Feedback construtivo

    O feedback construtivo se parece com o positivo à medida que reconhece o bom desempenho. Todavia, não deixa de também trazer elementos do negativo, pois identifica oportunidades de melhoria.

    Assim, existe um bônus neste processo, que é a maximização dos resultados positivos.

    Frequentemente em oportunidades que se recebe um feedback construtivo, há a valorização do trabalho realizado, o reconhecimento do esforço dedicado e a estimulação do crescimento.

    Feedback pessoal x feedback profissional

    Aqui, você pode se perguntar: mas todo feedback não é, na verdade, pessoal, pois ele se relaciona diretamente com as habilidades do indivíduo?

    De modo algum! O feedback pessoal se refere, na verdade, ao comportamento social do colaborador diante de suas responsabilidades e em sua convivência com os colegas de equipe.

    Assim, neste sentido, o feedback pessoal também pode ser positivo, negativo ou construtivo.

    Deste modo, ele é fundamental para evitar conflitos pessoais entre colegas de time devido ao choque de personalidades ou conversas paralelas no ambiente de trabalho.

    O feedback pessoal também se opõe ao feedback profissional, pois este último se relaciona diretamente ao desempenho do indivíduo em suas tarefas e atividades laborais.

    Quando não dar feedback

    Para dar o feedback é necessária uma preparação, tempo, e linguagem apropriadas.

    Assim, não dê feedback se você:

    • não conseguir ser específico a quem se dirige e não estruturar seus argumentos em torno de comportamentos observáveis;
    • estiver falando em nome de outras pessoas. Isso não apoia o desenvolvimento de quem necessita receber a avaliação;
    • quiser oferecer feedbacks negativos ou construtivos em público. Estes devem ser feitos sempre em particular;
    • não se preparar pessoalmente para oferecer o feedback;
    • estiver sem tempo. Feedbacks necessitam de uma conversa de desenvolvimento;
    • tiver a tendência a fazer piadas, pois isso pode minimizar a importância da conversa;
    • dar sugestões sem ser solicitado ou sem ter o aval da pessoa para fazê-lo;
    • tiver a tendência a falar em tom punitivo.

    Qual a importância do feedback para o crescimento da empresa?

    Até aqui falamos sobre feedback em relação a indivíduos. Mas este conceito também se aplica às empresas.

    Primeiro porque elas também podem ser avaliadas por intermédio de seus colaboradores e clientes.

    Além disso, quando há uma retroalimentação constante como instrumento de comunicação nas empresas, elas descobrem se estão indo na direção certa.

    Veja os benefícios desta retroalimentação nas organizações:

    • Melhora da confiança e da produtividade da equipe;
    • Diminuição da rotatividade de colaboradores;
    • Melhora na qualidade de produtos e serviços;
    • Aumenta a proximidade entre líderes e colaboradores;
    • A empresa se torna um lugar melhor para se trabalhar.

    Por outro lado, a ausência de uma linha de comunicação direta nas empresas pode trazer prejuízos significativos.

    Assim, dentre os impactos possíveis que a organização pode sofrer com a falta de comunicação, podem estar a queda de produtividade, da autoestima dos funcionários e da motivação.

    E é fácil entender por que isso acontece: se o colaborador não recebe retorno sobre seu desempenho, ele não se sente notado, concluindo que o que faz é irrelevante.

    Além disso, a falta de retorno ou avaliação pode gerar uma falsa sensação de que não existe supervisão ou liderança, o que traz um impacto muito negativo para o ambiente de trabalho.

    Por exemplo, de acordo com uma pesquisa feita pelo Project Management Institute no Brasil (PMI), 76% das empresas afirmam que o principal motivo de fracasso em projetos é por causa de problemas de comunicação, ou seja, ausência de feedback.

    Atuação do RH sobre o feedback

    Você, gestor, com certeza está se questionando neste momento como o RH atua nesta questão do feedback.

    De fato, ele tem um papel. Em uma empresa cuja comunicação é aberta e também o centro de uma boa gestão, certamente o clima organizacional é mais salutar tanto para os gestores quanto para os colaboradores.

    Assim, o RH pode se valer deste tipo de avaliação – o feedback – para poder ter uma melhor análise, por exemplo, de questões mais tangíveis como o controle do absenteísmo ou a qualidade dos treinamentos oferecidos para a execução de determinadas tarefas.

    No caso do absenteísmo, por exemplo. Ao se ter acesso ao feedback de um colaborador, isso funciona como uma medida preventiva para que o RH converse com ele, evite sua desmotivação e as consequentes faltas ao trabalho.

    Já em relação aos feedbacks em treinamentos e reuniões, o funcionário sente que a empresa se importa com sua opinião e com seu aprimoramento pessoal.

    Deste modo, o RH pode ser visto como um facilitador do processo de crescimento da empresa, já que ele é capaz de orientar os gerentes a passarem feedbacks e serem multiplicadores dessa prática.

    8 passos para construir um bom feedback

    Para que tal comunicação seja fornecido de forma correta, é necessário um planejamento de ações.

    Assim, seguir um passo a passo de como dar um bom feedback, seja ele positivo, negativo ou construtivo, é a melhor forma de manter uma boa relação entre a liderança e o funcionário.

    Desse modo, cumpre-se a função real do efeito retroativo, que é a de desenvolver o indivíduo ou a equipe.

    Veja a seguir 8 dicas de como dar um feedback adequadamente.

    1. Construa uma boa relação

    Isso reduz os momentos mais tensos, além de reduzir as chances de um retorno negativo ser mal interpretado, por exemplo.

    Por isso, é importante cuidar do relacionamento com os funcionários desde os primeiros momentos, mantendo uma relação franca com todos e mostrando que os feedbacks negativos nada têm de pessoal.

    2. Mantenha e impessoalidade

    Também é importante não se envolver diretamente com o fato e se ater apenas à mensagem.

    Dê o destaque de que a mudança de comportamento do colaborador é essencial para seu sucesso na empresa e que isso vai colaborar para melhores resultados na organização da qual ele faz parte.

    3. Ater-se apenas aos fatos

    Nunca adjetive as pessoas, pois isso pode ser constrangedor ou considerado um ataque pessoal.

    Quando nos afastamos dos fatos, a motivação dos colaboradores é afetada. Além disso, com uma abordagem muito pessoal, o risco de magoar os colaboradores é bem maior.

    4. Ter fatos como base das argumentações

    A comunicação precisa ter embasamento, e estes precisam ser os fatos. Assim, busque argumentar com objetivos, métricas de produtividade e metas para elucidar suas colocações.

    5. Seja sempre objetivo

    Para que o feedback seja assertivo, ir direto ao ponto é a chave. O motivo do retorno, sendo ele negativo, por exemplo, deve ser esclarecido: você pode afirmar que é para o crescimento do profissional e que a empresa acredita que ele tem potencial para se desenvolver cada vez mais.

    Além disso, lembre-se que mostrar o lado positivo gera mais resultados do que fazer um elogio aleatório.

    6. Evite expor o colaborador

    Este é um dos maiores erros que o gestor pode cometer quando dá um feedback negativo.

    Não dê este tipo de retorno na frente de outras pessoas, ou pode trazer prejuízos irreversíveis, inclusive para a reputação de sua liderança.

    7. Faça elogios

    Em todos os tipos de feedback que for fornecer, elogie. Sempre há pontos positivos a reconhecer.

    Saiba oferecer feedbacks imparciais e reconhecer os bons resultados sempre que possível.

    8. Recorra às métricas de avaliação

    Para fornecer feedbacks de modo eficiente, é preciso ter métricas de avaliação de desempenho, objetivos e metas.

    Assim, seu RH necessita de ferramentas para avaliar o colaborador e critérios para oferecer feedbacks que não só contribuam para o desenvolvimento do profissional, como também se alinhem com os objetivos da organização.

    Técnicas para aplicar um feedback assertivo

    Existem técnicas para aplicar feedbacks de maneira assertiva. Conheça algumas das principais:

    Feedback Sanduíche

    Ressalta pontos positivos para o colaborador e abre espaço para questionamentos sobre seu comportamento ou sobre alguma situação específica. E, por fim, o emissor do feedback oferece uma ideia de solução para tal problema.

    Porém, é um tipo de feedback discutível, pois depende de como o emissor oferece o retorno e apresenta seus pontos, além de poder causar ansiedade no colaborador antes mesmo dele receber uma negativa.

    Feedback SCI

    Já o SCI é um modelo mais estruturado que utiliza alguns aspectos como a situação (ou contexto), o comportamento e o impacto.

    Dessa maneira, o contexto das reuniões, ressalta o comportamento com diferentes tipos de profissionais e observa os impactos positivos e negativos.

    Feedback 360º

    Existe também o 360º que considera as avaliações de colaborador para colaborador, gestor para colaborador, colaborador para gestor, além de avaliações pessoais do próprio desenvolvimento e satisfação.

    Assim, essa dinâmica é interessante para medir progressos e retrocessos baseado em dados. Eles podem ser decisivos para mudanças estratégicas na área de Recursos Humanos.

    Canvas

    Muito utilizada para a organização de ideias para algum projeto, o Feedback Canvas pode ser útil também como uma avaliação de desempenho de equipes.

    Feito por etapas, com um responsável em cada uma, é possível no Canvas avaliar o desempenho individual e também coletivo.

    Wall

    Com a ajuda das redes sociais, é possível emitir uma avaliação sobre a empresa através do Feedback Wall. Ele possibilita um canal aberto para os colaboradores contribuírem para a melhoria da organização através da emissão de suas opiniões.

    Kudos

    Por fim, temos o Feedback Kudos. Ele funciona como uma caixa de sugestões. São cartões com comentários positivos para reconhecer as qualidades dos colaboradores.

    Geralmente, este tipo de feedback acontece em dinâmicas de grupo no fim do ano e define pontos positivos e a melhorar na equipe.

    Quem deve dar o feedback?

    É mais comum o gestor dar o feedback para o colaborador acerca de seu desempenho profissional.

    Todavia, como já afirmamos, e como também está na origem da palavra, o efeito retroativo é uma via de mão dupla.

    Assim, uma boa comunicação deve ser uma troca, respeitosa e produtiva, e pode ser feita em todas as direções e campos hierárquicos.

    Entretanto, a depender da cultura organizacional e dos níveis de hierarquia, bem como as responsabilidades, tanto um gestor direto ou indireto como algum profissional capacitado do RH, podem aplicar uma avaliação a um colaborador.

    Desde que tal avaliação tenha um objetivo claro e para uma determinada finalidade, o feedback pode ser realizado por qualquer pessoa em uma organização.

    Como implementar a cultura do feedback na empresa?

    Implantar a cultura do feedback na empresa não é uma tarefa tão simples. No entanto, é importante ter ciência de que esta prática deve ser pensada a longo prazo e que os resultados podem não ser imediatos.

    Assim, é possível que alguns profissionais se sintam incomodados no início em receber retorno, se esta cultura for uma novidade.

    Por isso, a empresa deve:

    – Criar um ambiente adequado e seguro para dar o feedback ao profissional;

    – Fazer com que quem fornece o feedback seja empático e construtivo;

    – Tornar o efeito retroativo uma prática constante;

    – Estar aberta a receber o feedback “de volta”, ou seja, da parte do profissional que outrora recebeu.

    Conclusão

    Em nosso texto você conheceu mais sobre feedback, que é uma forma de avaliar um indivíduo, grupo ou mesmo uma empresa sobre seu desempenho.

    O termo surgiu no século XVIII na Revolução industrial, mas logo passou a ser usado como sinônimo de avaliação profissional e pessoal.

    Entretanto, existem vários tipos de “retroalimentação”, sendo os principais o positivo, o negativo, o construtivo, o pessoal e o profissional.

    Algo que você também aprendeu foi que existem circunstâncias desfavoráveis a fornecer tal retorno, e que ele exige uma preparação especial para ser dado.

    Este tipo de avaliação é extremamente importante para o crescimento das empresas, pois, em última análise, aumenta a produtividade através de colaboradores satisfeitos.

    Além disso, os feedbacks auxiliam o RH a ter uma melhor análise de questões como o absenteísmo e a qualidade dos treinamentos oferecidos.

    Contudo, conheceu 8 passos para dar um bom feedback e as técnicas mais conhecidas de feedbacks assertivos.

    Por fim, esclarecemos quem são os responsáveis por fornecer este tipo de avaliação e como implementar a cultura do feedback na empresa.

    Esperamos que tenha apreciado nosso conteúdo e que o feedback possa ser utilizado em sua empresa como instrumento de crescimento e transformação. Obrigado por nos acompanhar!

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