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10 habilidades do profissional do futuro

Coluna Mercado&Cultura, por Milena Wiltemburg

Se você ainda não preparou a sua listinha de metas para 2021, ou é daqueles que até preparou, mas nem se lembra mais dela, aproveite os últimos meses do ano e inclua atividades para o seu desenvolvimento pessoal e profissional.

Adianto que as habilidades do profissional do futuro têm total relação com a mentalidade, o desenvolvimento cognitivo e socioemocional. Saber utilizar as novas tecnologias, por exemplo, é obrigação em um mundo pós-moderno.

O primeiro artigo da coluna Mercado&Cultura da Ponto Icarus apresenta um estudo sobre as habilidades mais requisitadas pelas empresas num futuro próximo – que podemos dizer que já chegou.

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À propósito! Seja bem-vindo(a)!

Índice

  • Introdução
  • Habilidades em Alta
  • Livro: Mindset
  • Conclusão

    Introdução

    Quem é das antigas se lembra que os Jetsons “previam” que em meados de 2020 teríamos um mundo automatizado e com carros voadores. Os carros voadores são realidade. Surpresa para quem achou o contrário. Em junho deste ano, a Embraer encomendou mais de 50 carros voadores. Sem sobra de dúvidas, várias tecnologias futurísticas que apareciam no desenho já existem hoje em dia. Se o mundo está cada vez mais robótico, qual será o papel dos seres humanos?

    Toda vez que uma nova tecnologia surge, sempre nos fazemos a pergunta: “mas será que o robô vai me substituir”? O que as análises apontam é que 65% dos empregos que serão realidade no futuro para quem está ingressando no ensino básico hoje, ainda não existem.

    Certamente, diversos empregos e áreas estão destinadas a desaparecer. Nem todas elas serão substituídas meramente por robôs, mas sim, por processos mais eficientes através de tecnologias cada vez mais ágeis e mais modeladas para cada tipo de necessidade.

    O profissional do “futuro atual” possui uma série de conflitos com o mundo linear do qual aprendemos sobre, em contrapartida ao mundo VUCA em que vivemos. A sigla VUCA é um acrônimo em inglês que significa V= Volatilidade, U= Incerteza, C= Complexidade e A= Ambiguidade.

    Esse termo surgiu nos anos 90 em um cenário pós guerra que marcava – finalmente – o início de uma nova era, e hoje vivemos a 4ª Revolução Industrial.

    Ok, mas se nós vivemos uma nova era com ressignificados e novos conceitos, o que o mercado pode esperar de um profissional que está enfrentando toda essa novidade no mesmo momento em que as empresas estão trabalhando para se adequar?

    Da mesma maneira que as tecnologias são voláteis e às vezes possuem um prazo curto de validade – pois uma nova surge na sequência – os conceitos técnicos e teóricos estão sendo adaptados ou transformados a todo momento.

    Sendo assim, a capacidade técnica é perecível. E, sim, o profissional precisa estar atento às novidades e às transformações do mercado e segmento que atua ao passo em que elas acontecem.

    Portanto, o mercado busca profissionais com habilidades emocionais, e não técnicas. Essas habilidades tem mais a ver com o “ser” humano do que com a capacidade de lidar com a tecnologia. Claro que sem o conhecimento técnico ninguém se mantém no mercado, porém, ele não é o que chama mais a atenção das empresas, de fato.

    As habilidades do futuro não serão técnicas e sim comportamentais, uma vez que os robôs podem substituir pessoas em processos automatizados, mas não podem substituir suas emoções, sua capacidade analítica, de interpretação do ambiente e do âmbito interpessoal.

    Habilidades em alta

    Um estudo da Consultoria McKinsey mostrou o impacto das novas tecnologias no mercado de trabalho, e a necessidade de recrutar colaboradores que possuem bom desenvolvimento em habilidades cognitivas mais complexas e socioemocionais.

    Até 2030, as horas trabalhadas nas tarefas manuais e que requer somente a capacidade técnica serão reduzidas em 14%, nos Estados Unidos. Esse dado alerta sobre a transformação tecnológica que a indústria tem vivido e o impacto que os empregados das áreas técnicas podem sofrer caso não se readéquem ao novo mercado de trabalho.

    A análise ainda mostrou que o mercado terá um crescimento de 8% na demanda por habilidades cognitivas complexas, 24% em sócio emocionais, e 73% em competências tecnológicas, o que não significa que elas serão meramente técnicas, pois a operação das máquinas depende de algumas das habilidades que vamos citar a seguir.

    De acordo com o World Economic Fórum (Fórum Econômico Mundial), as 10 habilidades do futuro são reflexo de uma mudança de era e da necessidade de humanizar cada vez mais as empresas, os processos e as pessoas.

    A força de trabalho terá uma mudança significativa nas regras do jogo, já que a tecnologia de um modo geral, robótica e inteligência artificial já estão ocupando postos de trabalho. O que a máquina não consegue fazer, é justamente o que o ser humano fará, mas para isso, é necessário desenvolver algumas habilidades.

    1 – Resolução de problemas complexos

    Essa primeira não é nada clichê se levarmos em consideração o real significado desta habilidade.

    O profissional do futuro precisará estar ciente de que a todo momento as ferramentas tecnológicas são adaptadas, e que novas maneiras de executar a parte técnica são desenvolvidas. Cabe ao profissional estar na frente das mudanças e ser o protagonista da inovação e das transformações em sua empresa.

    Se, para resolver problemas complexos é necessária uma visão de mundo ampliada, e um conhecimento interdisciplinar ativo, o profissional deverá ser um lifelong learning, ou um “eterno aprendiz” como costumamos dizer por aqui.

    Hiatos de aprendizagem acabaram. Cursar uma faculdade, trabalhar, parar para realizar uma pós, trabalhar novamente, parar para fazer um mestrado, e aderir a um looping infinito de volta-e-para, não combina em nada com a nova realidade do mercado. O profissional mais requisitado pelas empresas é aquele que nunca para de aprender.

    2 – Pensamento Crítico

    As máquinas não conseguem interpretar o mundo de uma maneira tão singular como o ser humano. Elas são programadas, enquanto a dos seres humanos mudam a todo momento. O que torna o ser humano único é a junção de diversas experiências e aprendizados que resultam em sua “linha de raciocínio” única.

    O pensamento crítico requer um profissional capaz de interpretar o clima da sua empresa, as motivações, o mercado que está inserido, as vantagens e desvantagens competitivas, os processos atuais da empresa, o potencial de crescimento e mudança, entre outros.

    Uma vantagem das novas gerações é que os novos profissionais do mercado são questionadores. Eles querem saber o porquê de um processo, desafiam o status quo, são muito adeptos às novas tecnologias e analisam a melhor maneira de utilizá-las.

    3 – Criatividade

    Conhece aquela história de RH, em que as empresas preferem contratar pessoas que não passaram por muitas empresas para poder moldá-las, caso contrário seria difícil de trabalhar com pessoas que já trazem consigo uma bagagem e uma maneira de trabalhar?

    Esse conceito se tornou balela. As empresas devem contratar pessoas diversas, plurais, que possuem diversas experiências tanto profissionais como pessoais. Quanto maior for a visão de mundo e de mercado, a vantagem competitiva da empresa por contratar um colaborador assim é ainda maior.

    As organizações procuram profissionais altamente criativos, que enxerguem micro e macro possibilidades em tudo. Essa criatividade também faz com que esses profissionais sejam mais protagonistas das mudanças e empreendedores em sua própria área de atuação.

    Os criativos são curiosos e estão atentos aos outros departamentos, compreendem mais fácil as dificuldades e desafios do seu departamento ou até mesmo onde o processo precisa ser otimizado em outras áreas. Eles são grandes otimizadores.

    Empresas que buscam profissionais assim precisam ser mais flexíveis, além do mais, esses profissionais são assim, e preferem ambientes onde se sentem livres para explorar suas habilidades e capacidades técnicas, e também buscam consideração em suas perspectivas.

    Esses profissionais sempre têm ideias diferentes, encontram soluções diferentes e incomuns para um mesmo problema, possuem uma visão ampla e compreendem o foco de uma dificuldade, otimizam recursos e tempo, e sempre identificam novas oportunidades.

    4 – Liderança e gestão de pessoas

    Você já ouviu falar que “um líder pode ser um chefe, mas um chefe nunca será um líder”?

    A relação de poder de um líder para sua equipe se trata de influenciar e inspirar para que os profissionais possam explorar suas virtudes e desenvolver novas habilidades. Já o chefe é apenas um cargo para organizar a equipe e responder pelo setor.

    No entanto, existem líderes que sequer ocupam cargos de chefia. Isso porque as habilidades comportamentais e as atitudes de um líder são peça chave para a tomada de decisões e a operação dos processos em qualquer cargo. Seja um estagiário ou um presidente, pessoas com capacidade de se autoliderar e liderar outras pessoas são profissionais bem sucedidos.

    Já na área de gestão de pessoas – neste ponto destacamos os cargos de liderança – os líderes dos departamentos e das organizações são responsáveis por otimizar a cultura organizacional, manter um bom clima na empresa, e acima de tudo, desenvolver as habilidades e competências dos profissionais subordinados.

    Os departamentos de RH e as empresas no geral têm investido em capacitação em seus líderes e na área de gestão de pessoas, justamente para identificar as habilidades e competências dos profissionais existentes na empresa e trabalhar para que a equipe inteira consiga estar no mesmo nível de excelência em determinadas atividades.

    5 – Trabalho em equipe

    Outro ponto bem curioso que a tecnologia e as demandas das novas gerações têm requerido nas organizações é a desverticalização das hierarquias. Profissionais que sabem trabalhar em equipe precisam estar conectado com todos os profissionais, seja em qual cargo estiverem.

    Existem algumas empresas que baniram salas e ambientes reservados para cargos de liderança para que eles pudessem ter contato diário e direto com os colaboradores da empresa – em alguma delas, até o presidente ocupa o mesmo espaço de trabalho.

    As organizações têm transformado o significado de hierarquia e atribuído um novo conceito que visa a horizontalização dessa hierarquia e um ambiente de maior troca de experiências e conhecimentos, em prol de resultados altamente eficazes, realizados em conjunto.

    6 – Inteligência emocional

    Você já deve estar cansado(a) de ouvir essa expressão, mas ela é extremamente necessária para um mundo complexo e ambíguo, ao qual estamos vivendo. Esta é uma das habilidades mais requisitada do profissional do presente e do futuro.

    Suportar as transformações e um ambiente altamente competitivo e colaborativo requer muita inteligência emocional para saber conviver no mesmo espaço e ter o mesmo grau de engajamento dentro de uma organização.

    A inteligência emocional é a capacidade que uma pessoa tem em reconhecer os seus sentimentos e emoções e saber geri-las da melhor forma sem a necessidade da existência de conflitos interpessoais que impactam negativamente o clima empresarial.

    Essa habilidade precisa ser desenvolvida nas empresas de uma forma geral e conjunta, a fim de que todos os colaboradores saibam da importância dessa habilidade e possam interagir um com o outro de maneira agradável, pacífica e respeitosa.

    7 – Julgamento e tomada de decisão

    Antigamente os profissionais precisavam do aval de seus superiores para tomarem decisões. Hoje, o mercado busca profissionais competentes para tomarem decisões baseadas em suas percepções.

    Tanto suas experiências como suas habilidades são peças importantes para que o profissional seja protagonista em sua área de atuação, com liberdade para julgar e agir imediatamente para que os processos não sejam interrompidos, ou para que uma otimização não demore para ser implementada.

    8 – Orientação a serviço

    Você conhece alguma organização que é bem sucedida mesmo tendo uma péssima comunicação interna? Isso é quase impossível, não é mesmo?

    Os profissionais que o mercado precisa são aqueles que possuem excelente comunicação para expor suas ideias e pontos de vista, e que possam colaborar com sua equipe e com o desenvolvimento geral de uma empresa a partir desta habilidade.

    Ter uma boa comunicação não é sinônimo de falar de mais, mas sim, falar o necessário e abordar objetivamente suas percepções com bastante dinâmica, respeito e empatia aos seus colegas.

    A orientação a serviço nada mais é do que um profissional que tem uma habilidade de comunicação com a finalidade de direcionar, informar e otimizar suas atividades, processos, dificuldades, sucesso, e o que quer que seja necessário para alcançar excelentes resultados.

    9 – Negociação

    Estamos negociando a todo momento: com nossa família, esposa/marido, filhos, cachorro, chefes, colegas de trabalho, amigos, e até com nós mesmos.

    A capacidade de negociação é imprescindível para manter diversos colaboradores no mesmo nível de entrega, satisfação e contribuição dentro de uma área ou empresa. A negociação tem a ver com uma boa comunicação, no entanto, tem a ver também com outros fatores pessoais.

    A negociação também pode ser entendida como gestão de tempo, gestão de expectativas e até mesmo gestão de habilidades. O profissional deve estar ciente de sua posição emocional e técnica, e assim, oferecer seus talentos mantendo seus limites e sua saúde física e mental.

    Essa habilidade também requer profissionais menos passivos e mais ativos: mais conscientes de quem eles são, o quê, como, e até onde podem oferecer sua força de trabalho técnica, intelectual e emocional.

    10 – Flexibilidade Cognitiva

    Essa habilidade é realmente uma peça chave nas empresas.

    O nome pode parecer difícil, mas seu significado é muito interessante!

    Essa habilidade tem a ver com a inteligência emocional, com o trabalho em equipe, e com quase todas as habilidades citadas anteriormente.

    A flexibilidade cognitiva é a capacidade que o profissional possui em interpretar o ambiente em que está inserido, conviver, saber ouvir, se comportar e colaborar com o diferente. O profissional que possui essa habilidade não se fere com facilidade, e busca ser flexível até em seu modo de pensar para considerar o outro.

    Essa habilidade não é fácil de ser desenvolvida, e também não significa ter sangue frio ou não se importar com o outro. Na realidade, ela significa saber lidar com as pessoas com a maior flexibilidade possível, evitando conflitos e melhorando os resultados que a empresa pode chegar coletivamente.

    Todas elas, sem exceção, serão habilidades comportamentais e não técnicas. De acordo com o relatório “O Futuro dos Empregos” de 2018, o mercado de trabalho será impactado com o desaparecimento de 75 milhões de empregos devido às transformações causadas pela indústria 4.0.

    No entanto, 133 milhões de novos empregos serão criados, e muitos deles, como já citamos neste artigo, ainda nem foram criados.

    Livro: Mindset

    Talvez você ache um clichê ou uma balela quando se depara com o termo “Mindset” por se deparar com pessoas desqualificadas para falar sobre o assunto.

    A pesquisadora, psicóloga e ph.D da Universidade Stanford Carol Dweck desenvolveu ao longo de décadas de pesquisa o conceito fundamental e crucial para o sucesso: a atitude mental com que encaramos a vida, que ela chama de “mindset”.

    O mindset não é um mero traço de personalidade, é a explicação de “por quê” somos otimistas ou pessimistas, bem-sucedidos ou não. Ele define nossa relação com o trabalho, com as pessoas e com a maneira como educamos nossos filhos. É um fator decisivo para que todo o nosso potencial seja explorado.

    No livro, ela destaca que nós temos uma mistura de “Mindset Fixo” quando se valoriza o talento e não o aprendizado, e o “Mindset de Crescimento” que concebe e estimula o sucesso através do esforço.

    O problema do pensamento “Fixo” é que a dificuldade é atrelada a burrice e falta de capacidade, ou que o sucesso depende apenas do talento. Já a mentalidade de “Crescimento”, aproveita a dificuldade para estimular conexões neurais mais fortes, o que aumenta a inteligência, e sendo assim, não há nada que não possa ser aprendido com esforço.

    Um paralelo que podemos traçar entre o livro e as habilidades do profissional do futuro, é sobre a metacognição, ou a capacidade de aprender a aprender. A autora aborda no livro o pensamento de aprendizado estático contra o pensamento flexível que opera através de uma força de vontade para desenvolver habilidades que possam não existir ainda.

    O livro ensina a “como” pensar e não “o que” pensar. Diante de um modelo linear, o profissional que fazia que era o “certo” tinha chance de ser bem sucedido. Hoje essa barreira foi rompida, tanto em relação a nova era, como em relação ao modelo exponencial em que vivemos.

    Conclusão

    Na era digital, decorar nomes e fórmulas já não faz mais sentido, pois as respostas estão prontas na internet. Isso não quer dizer que as habilidades técnicas serão dispensadas, mas a chance de serem ligadas a tecnologia e à codificação é unânime.

    A velocidade da mudança é tão grande que as habilidades técnicas terão um prazo de validade muito curto, e para isso os profissionais precisam ser eternos aprendizes para sempre desenvolverem habilidades sociais, emocionais, cognitivas, e não somente técnicas.

    O profissional do futuro precisará aprender para sempre (lifelong learning). Pesquisas apontam que o profissional do futuro vai ter de 4 a 5 carreiras ao longo da vida – isso se elas não acontecerem ao mesmo tempo.

    Para o famoso pensador Alvin Toffler, “o analfabeto do século XXI não será aquele que não sabe ler e escrever, mas sim aquele que não souber aprender a desaprender e a reaprender novamente”. Essa frase um tanto futurística, é a nossa realidade hoje.

    As organizações estão começando a perceber que seus colaboradores estão agindo como robôs, perdendo sua identidade, deixando de desenvolver suas habilidades e competências para serem meras “montadoras”. Os profissionais do futuro são ativos, colaborativos e questionadores.

    Temos pela frente um desafio de desenvolver a consciência humana dentro das empresas e apresentar as análises e estudos que apresentam um mundo nunca antes visto pela história – mais dinâmico, e as pessoas, com mais qualidade de vida em seu ambiente de trabalho.

    O impacto em cadeia do desemprego e do fechamento de indústrias tradicionais serão enormes, caso as empresas não considerem que estamos vivendo uma mudança de era, e que, portanto, há uma necessidade de readequação do próprio conceito de trabalho, da própria execução dos processos e essencialmente, do tratamento das pessoas.

    O futuro das vagas de trabalho já está em transformação, e passa a requerer profissionais capacitados com habilidades comportamentais, sociais e emocionais para estarem prontos para as mudanças cada vez mais rápidas e mais frequentes que o mundo enfrenta diariamente.

    Gostou de saber quais são as habilidades do profissional do futuro? Você está preparado(a) comente!

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